NOUTRATEZ


latido

eu vi os artistas da minha geração
comendo costelinha c/ molho barbecue
no outback
vagando feito espectros em blogues e redes sociais
da internet
fumando cigarros mentolados ilegais

falando sobre pós-modernidade
da moda da música do cinema da literatura
da filosofia do comportamento das novelas
da publicidade

invejando brandamente o sucesso
alheio
e pleiteando novos esquemas
espaços e vantagens

eu vi os artistas da minha geração
gritarem em vão
por reconhecimento

até serem descobertos
e descartados pelo mercado

percurso efêmero até o abismo
o ostracismo o instagramismo
e o esquecimento


caio carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 20h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


álvaro de campos feat. fernando pessoa



Escrito por Caio Carmacho às 13h52
[   ] [ envie esta mensagem ]




há também
ao lado da cama
a foto daquele
escritor que disse
na entrevista ter
tido um irmão gêmeo
e quando bebês
chegaram a ser
tão idênticos
que para diferenciá-los
os pais amarravam
fitas coloridas em
seus punhos
um dia foram
esquecidos na água
do banho, da banheira
um deles se afogou
e como as fitas
se tinham desatado
na água ensaboada
nunca se soube qual
dos dois tinha morrido

"se ele
ou eu"


carlito azevedo



Escrito por Caio Carmacho às 14h38
[   ] [ envie esta mensagem ]




omoplatas
são os seios
das costas

quando belas
que vontade
de tocar

falo isso
para registrar
as suas

que seios
e a vontade
de tocá-los.


bruna beber



Escrito por Caio Carmacho às 15h07
[   ] [ envie esta mensagem ]




eco performances poéticas



Escrito por Caio Carmacho às 15h13
[   ] [ envie esta mensagem ]




Nada vai apagar meu sorriso

Podem ameaçar com as bombas e morteiros
da Marinha Americana,
podem roubar meu dinheiro
e chamar os hômes pra me levar em cana,
nem que as vacas tussam e as porcas torçam seus rabos,
nem que eu seja atacado por mil cachorros brabos,
mesmo que me acusem de tudo que é heresia
e arranquem meu dente de ciso
sem anestesia,
nada vai apagar meu sorriso

Podem ameaçar com o Armagedon
e as trombetas do Juízo Final,
podem pintar o mar de marrom
e botar dez mil crianças assaltando no sinal,
podem parar o mundo e apagar a luz,
abrir a caixa dos pregos e me pregar na cruz,
podem rodar a baiana, podem soltar a franga,
bordar tudo mais feio que o cão chupando manga,
destruir a ferro e fogo os frutos do Paraíso,
nada vai apagar meu sorriso

Podem sujar a atmosfera
até fazer doloroso o ato de respirar,
podem abrir a jaula e soltar a besta fera
com sua boca horrenda para me devorar,
perfurar meus olhos com setas envenenadas
até que fiquem cegos,
me fechar no escuro junto com morcegos,
ratazanas e baratas aladas
sem nenhum sinal ou prévio aviso,
nada vai apagar meu sorriso

Entre os campos de batalha dessa guerra infame,
busco trocar amor com quem também me ame,
e sei que a maioria das pessoas são pessoas decentes,
gente do bem trabalhando para criar filhos
e passar sua herança de conhecimentos.
Por isso quando o trem parece correr fora dos trilhos
e o Império ameaça cuspir fogo pelos dentes,
eu sei que tudo na vida tem uma explicação,
e que existem razões que são estranhas até à própria razão.

Não importa as teias que a aranha teça,
a gente tem que se cuidar pra não virar presa.
Se a aranha tá a fim de te jantar,
você não pode permanecer passivo,
esperando que ela venha te devorar ao vivo.
Não apenas navegar, viver também é preciso.
Eu fico mais forte quando penso nisso:
nada vai apagar meu sorriso

mano melo



Escrito por Caio Carmacho às 15h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




no dia que eu parar de fumar

não haverá fogos nem rojões
de torcidas organizadas e desorganizadas
não me ofertarão virgens para serem sacrificadas
não me convidarão para surubas ou festinhas vegetarianas
regadas a suco de laranja

no dia que eu parar de fumar
nenhuma estrela brilhará inédita no céu
nenhum feriado será decretado
nenhuma moção de aplausos acontecerá

ninguém reprovará minha loucura
ninguém recomendará terapia
ninguém dirá o que todo mundo diz

no dia que eu parar de fumar
me tornarei careta oficialmente
e dispensarei todo o álcool do mundo

e todos os poemas serão saudáveis
com o hálito fresco brotando
da boca, corpo e cabelos

no dia que eu parar de fumar
por maior que seja a minha vontade
o mundo não se acabará



caio carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 21h14
[   ] [ envie esta mensagem ]




casamento

Pode ser uma prisão ou uma fonte.
Pode ser um deserto ou uma ponte.
Um mundo novo ou um ponto final.

Pode ter loucura, pode ter dureza
pode ser difícil e uma delícia
pode ter tristeza, tédio, encantamento
tudo o que há de bom e um pouco do ruim.

Pode ser esperteza ou sonho
pode ser insistência ou sorte
pode ter mil convidados ou só um olhar sincero
porque casar não começa quando se casa.

Casamento é quando a parceria é tão boa
que não precisa bolo, não precisa roupa
pode ser no padre, no juiz ou só no banco
porque o sim mora dentro da felicidade dos dias.

Casar é ser feliz sozinho, mas preferir junto.
Por isso a festa.


maria rezende



Escrito por Caio Carmacho às 21h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




ouro preto a pé

chacal



Escrito por Caio Carmacho às 20h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




poema para ser lido na posse do presidente

Ando pela calçada da rua em que moro,
em direção à Cobal, por exemplo,
onde diariamente compro alguma coisa
apenas para descansar um pouco do trabalho
cotidiano que faço em casa, e,
ao passar por uma pessoa, sou para ela
o que ela é para mim: alguém
que sobe ou desce uma rua, nada mais.
Talvez, neste momento, eu seja
também para mim e ela também para ela
o que somos um para o outro: alguém
que se esquece de onde está vindo
e aonde está indo, de seu nome, de seu trabalho,
alguém que sobe ou desce uma rua, nada mais.
Ou algo mais, ou menos, não sei, que vai
comendo o nome, o trabalho, o parentesco,
as demandas que recaem sobre nós,
largando-os pouco a pouco pelas latas de lixo
penduradas nos postes, deixando-os cair
ao meio-fio, por entre as rodas dos carros,
cumprindo o destino comum de todos dejetos.
Andando pelas calçadas, subindo-as
ou descendo-as, indo ou voltando não importa
para onde ou de onde, enquanto andamos,
desta vez não temos um encontro marcado
com nós mesmos. Mais persistentes
ou mais ausentes, mais barulhentas ou silenciosas,
diversas vidas vêm e vão em um só corpo,
aparecendo sempre alguma quando alguma
é requisitada. Mas há momentos em que,
entre a casa e os ofícios da cidade, entre
qualquer compra, por exemplo, na Cobal,
e o uso da compra ao chegar em casa,
antes de qualquer contrato, de qualquer direito,
de qualquer convenção, do livre arbítrio,
do estado civil, antes do tamanho dos ossos,
do formato da orelha, das impressões digitais
dos dedos, das extensões do rosto, da fotografia
em 3X4 ou em 5X7, das fotografias de frente
e de perfil, antes das imagens exclusivas da íris
e das retinas e dos escaneadores 3D,
das câmeras que nos gravam nos bancos
ou pelas ruas, antes dos DNAs guardados
em algum arquivo nacional, antes da beleza
e da feiúra, do código de barras na nuca
– com o qual sonhei ontem – disponibilizando
os corpos a uma máquina que teimasse
em reconhecê-los por um número qualquer
pelo qual jamais nos reconheceríamos,
antes desses e milhares de outros modos
de sermos apreendidos, os ócios vazios
de um corpo abandonado (uma vida nua
ou um posto de pura distração
em que os viventes se fazem esquecidos,
ou quase isto) sobem e descem uma rua,
nada mais. São corpos matáveis, como
ao fim de uma partida de futebol,
como durante um assalto, como na fila
de um hospital, como por bala perdida
ou certeira da polícia e dos traficantes,
como por acidentes, pelas drogas, pela fome...
São corpos gloriosos, como durante
uma partida de futebol, como durante
uma semana de carnaval, como em um show
de rock, em uma mesa de bar com amigos,
em um mergulho diurno ou noturno no mar,
como quando fazem amor ou quando,
mesmo sem o fazerem, se amam
ao longo da vida ou por apenas
alguns instantes. São corpos dúbios,
quando dançam o funk sob a mira
dos AR-15, quando fogem dos tiros
saltando atleticamente por telhados,
caixas d’água, correndo por becos,
quando se explodem na terra ou no ar
contra o concreto de um edifício
ou quando se jogam das alturas
do mesmo edifício. São corpos funcionais,
como nas caixas lotadas dos supermercados,
dentro das britadeiras fritados sobre o asfalto
do sol, dentro da cozinha da minha casa,
ao meu ouvido, na central de telemarketing.
São corpos... São corpos que, em algum momento,
esquecidos, anônimos, sobem e descem uma rua,
nada mais. Subindo ou descendo uma rua,
atestamos então este hiato de desconhecimento
entre o corpo abandonado e as diversas vidas
que o tentam colonizar, entre a vida nua
e as vestimentas vivas que a recobrem,
entre a vida crua e o que dela pode ser cozido,
entre a vida aberta e a vida vivida. Atestamos
a fenda deste hiato, uns emigrantes da distância
neste hiato de que não podemos nos afastar,
uns estrangeiros, uns viajantes, uns forasteiros,
uns gringos, uns bárbaros neste espaço
que se serve das palavras para falar
em uma língua estrangeira, uns índios
neste espaço, nesta picada, nesta clareira,
uns berberes e o vão do deserto esgarçando
os berberes, uns esquimós e o vazio da neve
ampliando os esquimós, uns pescadores
dispersos pela luz, tragados por este espaço
diluído entre a areia e os sóis dos Lençóis,
o espaço em que o explosivo queima
entre a genitália e a cueca do nigeriano
no avião. Atestamos este espaço das palavras
que se servem das palavras para falar.
Apátridas, não temos por pátria a língua portuguesa
nem outra nos seria natural. Nascemos
sem língua, abertos a qualquer jargão
que em nós quisesse se desdobrar, nascemos
sem povo, abertos a qualquer bando
que em nós quisesse se desdobrar,
nascemos sem lei, uns bandidos, uns canhotos,
uns lobisomens, uns burros, uns jumentos,
umas vacas, umas piranhas, uns veados,
umas éguas, umas antas, uns porcos,
umas mulas, umas bestas, umas baleias,
umas cachorras, uns tubarões, uns animais,
uns bichos, umas bichas, umas feras,
uns selvagens, uns fora-da-lei
abandonados a qualquer lei
que nos pudesse governar, abandonados
a qualquer lei que tivéssemos de desregrar.
Sobreviventes, descendemos de uma classe
de épocas perigosas praticamente esquecidas,
exilada da cidade dentro da cidade,
e, mesmo que ser, estar, saudade, cidade,
floresta, rio, mar, sertão, natureza
e outras palavras nos digam intimamente respeito,
navegamos, apátridas, a abertura, o sem,
o não, o nem, o a- que não nos largam.
Por mais que não queiram, trazemos conosco
os espaços vazios a distorcerem as possibilidades
que cotidianamente se oferecem
do que nós somos, do que é a água
do rio, do mar, da cidade, do país,
do mundo, e, por mais que não queiram,
nossa saliva é o suor das palavras não-ditas,
e, por mais que não queiram,
misturamos o separado, trazemos conosco
a cidade e a natureza ferina, a poesia
do dedo que falta na mão do presidente.


alberto pucheu



Escrito por Caio Carmacho às 20h36
[   ] [ envie esta mensagem ]




canto 3 - mistério da necessidade

ericson pires



Escrito por Caio Carmacho às 17h18
[   ] [ envie esta mensagem ]




antropofagia transcendental

após a morte
a alma da gente
se transfere pra alma
de quem gosta da gente


lucas viriato



Escrito por Caio Carmacho às 17h07
[   ] [ envie esta mensagem ]




haraquiri

uma gueixa nua chorando
sobre o tatame
após uma longa luta marcial

as lágrimas empapando o arroz
afogando os pedaços de cebola
da cumbuca de sopa

não tem outro jeito, eu digo
com impostação teatral

e coloco minha armadura
como um samurai anacrônico
que esconde seus sentimentos

e que morre por dentro só de pensar
naquela racha sendo aberta
por outra catana afiada


caio carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 15h24
[   ] [ envie esta mensagem ]




erótica batalha

Tua latejante buceta palpitante.
Meu amargo cacete perfilado.
Ovos batem continência à beira do saco.
Como um guerreiro de merda
o cu recua ante a dura ofensiva.
Grandes e pequenos lábios
batem palmas e riem.
Meu cacete é a bandeira nacional.
A guerra é santa e eu avanço.


sebastião nunes



Escrito por Caio Carmacho às 15h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




o hóspede


ricardo silvestrin



Escrito por Caio Carmacho às 13h10
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  01/05/2012 a 31/05/2012
  01/04/2012 a 30/04/2012
  01/03/2012 a 31/03/2012
  01/02/2012 a 29/02/2012
  01/01/2012 a 31/01/2012
  01/12/2011 a 31/12/2011
  01/11/2011 a 30/11/2011
  01/10/2011 a 31/10/2011
  01/09/2011 a 30/09/2011
  01/08/2011 a 31/08/2011
  01/07/2011 a 31/07/2011
  01/05/2011 a 31/05/2011
  01/04/2011 a 30/04/2011
  01/03/2011 a 31/03/2011
  01/02/2011 a 28/02/2011
  01/01/2011 a 31/01/2011
  01/12/2010 a 31/12/2010
  01/11/2010 a 30/11/2010
  01/10/2010 a 31/10/2010
  01/09/2010 a 30/09/2010
  01/08/2010 a 31/08/2010
  01/07/2010 a 31/07/2010
  01/06/2010 a 30/06/2010
  01/05/2010 a 31/05/2010
  01/04/2010 a 30/04/2010
  01/03/2010 a 31/03/2010
  01/02/2010 a 28/02/2010
  01/01/2010 a 31/01/2010
  01/12/2009 a 31/12/2009
  01/11/2009 a 30/11/2009
  01/10/2009 a 31/10/2009
  01/09/2009 a 30/09/2009
  01/08/2009 a 31/08/2009
  01/07/2009 a 31/07/2009
  01/06/2009 a 30/06/2009
  01/05/2009 a 31/05/2009
  01/04/2009 a 30/04/2009
  01/03/2009 a 31/03/2009
  01/02/2009 a 28/02/2009
  01/01/2009 a 31/01/2009
  01/12/2008 a 31/12/2008
  01/11/2008 a 30/11/2008
  01/10/2008 a 31/10/2008
  01/09/2008 a 30/09/2008
  01/08/2008 a 31/08/2008
  01/07/2008 a 31/07/2008
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004


Outros sites
  picareta cultural
  cep 20.000
  lorena poema
  ana guadalupe
  americo borges
  diego grando
  mourinha
  antonio cicero
  teo petri
  vicente canato
  olímpio
  bagatela
  caró lago
  garganta da serpente
  ramon mello
  guada fanjul
  supercordas
  dimitri [br]
  fotolog macaco
  cronópios
  bruna beber
  tchello melo
  flávio de araújo
  marcelino freire
  marcelo montenegro
  telma scherer
  podcast caiowas
  flavio pucci
  dalton campos
  poesia - pinga
  mimmy
  leandro de paula
  chacal
  alice sant'anna
  val borges
  cabelo
  as escolhas afectivas
  nave vazia
  carulhina
  victoria visco
  rodolfo muanis
  vitor freire
  ismar tirelli neto
  angélica freitas
  lorena magalhães
  plástico bolha
  laise costa
  mariana botelho
  joana rizério
  poesia hoje
  felipe cataldo
  renata flávia
  rafael mantovani
  filipe couto
  foolana de tao
  câmara de ecos
  allan dias castro
  polaco
  bruno fritz
  gregorio duvivier
  ricardo silveira
  omar salomão
  leo gonçalves
  bruno brum
  ana guam
  joão freitas
  lucas viriato
  eduardo coelho
  ademir assunção
  geraldo carneiro
  blog plástico bolha
  carla mariel
  lu barboza
  c.
  roberto borati
  maria rezende
  joão paulo cuenca
  cecilia cavalieri
  antonio lacarne
  shala andirá
  mata piolho
  7 letras blog
  365 poemas a um real
  contato: caiocarmacho@gmail.com
Votação
  Dê uma nota para meu blog


Leia este blog no seu celular

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.