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AMAR por Lorena Poema
Amar, verbo intransitivo
Amar, destoar do amante
- passivo?
concordar, pular abismos
amar o cheiro amanhecido
chorar com o deleite à cama
descriminar o passar
passado
deitar o amor à calçada
acordar e sentir-se nu
num
Amar, verbo inválido
coxa ruborescendo na outra
amar
destoar o rosto pela manhã
rir o riso esquecido
amar distante
- corpo e nada -
entristecer o fim de tarde
esquecer o dia próximo
amar o amante
clarear os olhos
cobrir o rosto com as mãos
- acordar sozinho.
amar, soco flácido
transcender à ponte perdida
tornar irrisório o canto
emergir do falo falido
amar-te
fazer-te enquanto há tempo.

Escrito por Caio Carmacho às 17h33
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= Urbanicidade – Efeito Colateral nº1 =
“Telefone, chuva, rua
Postes, tevê, tempo
Lua vejo agora
De vez em quando vento
Pessoas sedentas por olhares
Fé, dinheiro e cigarros
Um prato suicida cai da prateleira
O que sobra?
Somente cacos
Cacos da realidade
E assim estão e comigo são...
Cacos
A porta abre
A luz apaga
Um coração sangra
E a noite vai...”

Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 12h14
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"ELA NÃO TEM ALMA DE POMBA"

"Tudo é o centro do mundo e nada é o seu significante. Nada na verdade é tudo, porém o nariz é mais importante. O nariz é semântico e vai além da possibilidade de ser apenas nariz. O nariz pode ser como não ser tudo. Mas invariavelmente não pode ser nada. Nada de tudo, tudo de nada. A semente é sempre uma possibilidade, possibilidade semântica. A semente, chuva. A chuva é como ela, canta um jazz triste para me fazer feliz. E não sei bem porquê, às vezes acho que ela não têm alma de pomba"
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 16h28
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DAS BRUNIA

Escrito por Caio Carmacho às 21h32
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Alô, alô, som?!
Escrito por Caio Carmacho às 16h30
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