|
|
VÃ GUARDA
"O mar é poesia infinita O céu, poesia distinta. Um mar de céu, um céu de mar. O sonho é equilíbrio O silêncio, a harmonia O espírito uma criança A tarde se estia. A vida é curta, o resto são detalhes. O tempo vacila A estrela brilha E no tempo pára Sem saber de verdade Se brinquei ou não na chuva. Brincar, brinquei Sonhar, sonhei Sem ser sou Chuva."
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 16h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
= Não quero ler Quero ficar à toa
Não quero aprender Isso me enjoa
Não quero beber Quero ficar numa boa
Não quero escrever Quero ficar na garoa
Na verdade O que eu quero É mijar da minha varanda =
Val Borges
Escrito por Caio Carmacho às 16h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
IMUTÁVEL MUTAÇÃO
"No infinito antes de MIM, conceito do eu universal, Existe o dado que com o lado se distancia. O lado, o grado, o chato E verdadeiramente o chato. A cor, o gesto, o odor. Enquanto tudo parece opor-se a mim, desisto de refletir No cheiro, no chato, no lado No bom, no mau e no feio. Nada, nem as rosas. Eu sou como alguns que quando olham para as mãos vêem dedos. Eu sou como poucos que sabem o que fazer com o que sabem. Eu sou como muitos que sabem a hora de parar Parei."
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 16h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
PALHA E VENTO
Sou e somos quase todos como fagulhas da cana.
Pelo vento nos atiramos, pelo vento somos levados, tragados iremos pelo vento dispersos pelo vento encontramos a cidade, todos os lugares...
Demasiados ciscos de corpo terra cana alma que pelo vento é carregado, pela porra do vento...
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 16h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
TEMPO-RAZÃO
Chegou o tempo em que todos são inimigos de todos
O tempo de acelerar porque o tempo agora corre dobrado
De apanhar e sorrir
Dos amantes mal-amar(em)
Da perda de valores
Da perda de tato
Do peixe andar e do cavalo pôr ovo
Do anzol voltar com a isca
O tempo em que a vida é marcada pela novela das 8
Chegou o tempo em que assistir TV dá medo
Chegou o tempo da razão
O tempo-razão
Tão raso quanto meu coração
Val Borges
Escrito por Caio Carmacho às 15h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
" Espelhos nas pontas dos dedos a pluma do teu ego os primos os pregos e o medo do corte. todos às costas dores feridas soltas na pia - pequena parede descascada, velada e tu tua pose teu pêlo teu palco de doenças vestidas, minha raiva (eu cicatrizando em ti)."
Lorena Poema
Escrito por Caio Carmacho às 15h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
- O SER E O NADA -
"A insônia O negror do céu A lua da manhã As horas passageiras O frio nos dedos O vazio invisível O cigarro aceso pra disfarçar O nada chegou do meu lado e perguntou: - Você é alguma coisa?
Acometido pelo nada em nada fiquei: - Mas será o nada?!...
Nascêra nada e caminhou com o sol..."
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
HORA NULA

"Em puro domingo procurei algo que não me endomingasse. Procurei nas casas, portas e ruas lenços, prédios e árvores. Nada feito, tudo era domingo. Ao voltar para casa o domingo estava lá, puro e domingo".
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Momentum Maiakóvski

"Nos demais - eu sei, qualquer um o sabe - o coração tem um domicílio no peito. Comigo a anatomia ficou louca sou todo coração".
Escrito por Caio Carmacho às 14h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
SE PEGA, VIRA ROQUE - Repetecus

Me deram uma chave. Eu não sei pra quê ela serve. Nunca pedi ela, ainda assim, está comigo. Tudo o que eu queria, tudo o que quero, é uma direção. Pra lá, pra cá, pra todos os cantos, pra todos os contos, pra todos os lados. Atiro lápis ao alto, ao baixo, ao mar, ao vento, ao ventre, ao meio, ao centro. Rabisco o céu e não sou preso. Escalei toda sua infinitude, escalei todos os seus seios. Todos eles. Uma gota escorreu até a ponta de um de seus mamilos. A cena me dizia muitas coisas, por isso chorei. Lembrei da pinga mas não bebi. Não ainda. Preferi chorar e chorei, pinga! No escuro, um lume vaga. - Me deram uma chave, vaga-lume, mas não sei pra quê ela serve.
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
AMORITMO PERECÍVEL (sem porquês, uma razão verdadeira em plena viva carne que era nada)

"Os pensamentos já não são mais teus, nem meus, são de todos que acreditam que existe alguém rasgado, chorado e tragado sem remorço da vida que já é. Que horas fazem? Fazem horas? Eu, não. Você menos. Existem mais horas do que um relógio pode ter. Existem mais mulheres para um homem a beber. Existirá sempre os relógios e as mulheres loucas a correr".
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
BANDEIRA BRANCA NO AR

Mais vale um Guevara no peito do que um silicone em São Paulo
Escrito por Caio Carmacho às 14h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Poema de maio de 2004:
Na proa onde embarcam
pés
balançam balaio serpentes
onde eu vi sem chegar?
não é sorriso dado de lado
ou muro esticado na calçada.
Tampouco quebrei aquela
taça no réveillon
de graça
ou acatei tua mão num soslaio.
Depois da escuridão de cinema,
um cartaz rasgado na sexta,
o pires sozinho na mesa.
Lorena Poema
Escrito por Caio Carmacho às 16h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
FASCÍNIO

Casado, continuo a achar as mulheres irresistíveis. Não deveria, dizem. Me esforço. Aliás, já nem me esforço. Abertamente me ponho a admirá-las. Não estou traindo ninguém, advirto. Como pode o amor trair o amor? Amar o amor num outro amor é um ritual que, amante, me permito.
Affonso Romano de Sant´Anna
Escrito por Caio Carmacho às 15h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |