NOUTRATEZ


Sólo le Pido a Dios
(León Ciego)

Solo le pido a Dios
que el dolor no me sea indiferente
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacio y solo sin haber hecho lo suficiente.

Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente
Que no me abofeteen la otra mejilla
Despues de que una garra me araño esta suerte.

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.

Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente.
Si un traidor puede mas que unos cuantos
Esos cuantos no lo olviden facilmente.

Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente
Desauciado esta el que tiene que marcharse
A vivir una cultura diferente.

                                               Solo le pido a Dios
                                               Que la guerra no me sea indiferente 
                                               Es un monstruo grande y pisa fuerte
                                               Toda la pobre inocencia de la gente.

 

Canção interpretada por Mercedes Sosa



Escrito por Val Borges às 18h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




LÚDICO

"A vida

amou a morte

mais

do que havia para morrer"

Carpinejar



Escrito por Caio Carmacho às 09h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




UM MUNDO ALÉM DA CARNE

 

 

"Nos teus olhos de lince,
vi o casamento perfeito
entre Sol e Chuva
e no ventre fecundo
nasceu uma criança em forma de arco-íris
que fez a alegria,
pelo menos a minha
em pleno inverno que se dissolvia,
traduzindo em imagem
um novo sentimento
que sei de longe:

vai nadar pelado."

 

 

 

Caio Carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 05h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




BRASIL

Habeas Pinho

Na Paraíba, alguns elementos que faziam uma serenata foram presos. Embora liberados no dia seguinte, o violão foi detido. Tomando conhecimento do acontecido, o famoso poeta e atual senador Ronaldo Cunha Lima enviou uma petição ao Juiz da Comarca, em versos, solicitando a liberação do instrumento musical.


Senhor Juiz.
Roberto Pessoa de Sousa

O instrumento do "crime"que se arrola
Nesse processo de contravenção
Não é faca, revolver ou pistola,
Simplesmente, Doutor, é um violão.

Um violão, doutor, que em verdade
Não feriu nem matou um cidadão
Feriu, sim, mas a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.

O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade
O crime a ele nunca se mistura
Entre ambos inexiste afinidade.

O violão é próprio dos cantores
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam mágoas que povoam a vida
E sufocam as suas próprias dores.

O violão é música e é canção
É sentimento, é vida, é alegria
É pureza e é néctar que extasia
É adorno espiritual do coração.

Seu viver, como o nosso, é transitório.
Mas seu destino, não, se perpetua.
Ele nasceu para cantar na rua
E não para ser arquivo de Cartório.

Ele, Doutor, que suave lenitivo
Para a alma da noite em solidão,
Não se adapta, jamais, em um arquivo
Sem gemer sua prima e seu bordão

Mande entregá-lo, pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno acoite
De suas cordas finas e sonoras.

Liberte o violão, Doutor Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, porventura, o infeliz
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?

Será crime, afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua um desgraçado
Derramando nas praças suas dores?

Mande, pois, libertá-lo da agonia
(a consciência assim nos insinua)
Não sufoque o cantar que vem da rua,
Que vem da noite para saudar o dia.

É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento
Juntada desta aos autos nós pedimos
E pedimos, enfim, deferimento.


O juiz Roberto Pessoa de Sousa, por sua vez, despachou utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha LIma: o verso popular.

Recebo a petição escrita em verso
E, despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no Cartório, um violão.

Emudecer a prima e o bordão,
Nos confins de um arquivo, em sombra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo que há de belo no universo.

Que seja Sol, ainda que a desoras,
E volte à rua, em vida transviada,
Num esbanjar de lágrimas sonoras.

Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
Noite de luz, plena madrugada,
Venha tocar à porta do Juiz.


Escrito por Val Borges às 18h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




FOTOGRAFIA

Evandro Teixeira – Instantâneos da realidade

A mostra reúne 60 fotografias do aclamado repórter jornalístico Evandro Teixeira. Há décadas no Jornal do Brasil, o fotógrafo registrou momentos marcantes da história contemporânea, como os sobreviventes da Guerra de Canudos e a morte do poeta Neftalí Ricardo Reyes (em 1973), mundialmente conhecido pelo pseudônimo de Pablo Neruda.

CCJF - Centro Cultural da Justiça Federal

Av. Rio Branco, 241 – Cinelândia – RJ

De terça-feira a domingo, das 12h às 19h (entrada franca) – até 10 de outubro



Escrito por Val Borges às 13h04
[   ] [ envie esta mensagem ]




Recomeço...



Escrito por Caio Carmacho às 10h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




= TANTA BUNITEZA =
Vícios de jovem enquanto jovem

Ainda que o título sugestione uma generalização, essa
afirmação não se aplica aos que comem churros na pracinha
do centro de sua cidade em dia de Domingo.
Por ocasião de uma meditação febril, escrevi um texto que
abordava basicamente o meu ingresso no mundo de Marlboro.
Achava na época que o cigarro, mesmo que molhado, era um
sintoma expoente, uma continuação/prolongamento do antebraço ou uma necessidade
de se socializar no meio universitário.
Entretanto, não o era.
Era algo reservado à mim. Minha puberdade afetada pedia cigarro,
pedia sexo, cerveja, drogas a menos.
Via de maneira depreciativa todos estes e não conseguia me enxergar.
Eu sou exatamente isso que acho que sou; sou minha própria cocaína.
Não tinha nada a ver com a composição visual de um pseudo-artista em
declínio de gonorréia.
Era e é em verdade, uma busca de significados.
A religião primeira some e o que surge são outras manifestações,
religiões de menores tamanhos.
Um gole de cerveja = uma nova certeza, uma epifania.
E assim vai.
Agora dou um trago no cigarro e tenho quase certeza:
"O cigarro é Deus".
2004 chegando e quem sabe essa opinião volúvel mude de direção no
ano que vêm. Até lá, não acredito em nada, com exceção do cigarro.



Escrito por Caio Carmacho às 09h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




POESIA

Não dá simplesmente

Tomado pela pinga o corpo magro

Sucumbe lentamente inebriado

Numa esquina qualquer da Tiradentes

Passos frouxos na infinita paralela

Escorado pelas grades multicores

Sucumbe o corpo magro em suas dores

Num cinismo quase sempre permanente

 

(Ricardo Ramos)



Escrito por Val Borges às 08h26
[   ] [ envie esta mensagem ]




LIVRO

Em “CHE – Ernesto Guevara, uma lenda do século”, o jornalista, escritor e diplomata francês Pierre Kalfon faz uma excelente investigação da vida do mundialmente conhecido CHE. A edição portuguesa (português de Portugal) nos revela uma minuciosa investigação quase que psicológica e sociológica do homem Ernesto Guevara e do mito CHE Guevara. Kalfon nos mostra que o mito CHE começa a nascer na Guatemala, justamente na segunda viagem de Guevara pela América Latina, para então ir se formando ao longo de sua estadia neste país e em seguida na sua passagem pelo México (onde conhece Fidel Castro), para então adotar a alcunha que o imortalizou durante a Revolução Cubana. Uma incrível obra para quem deseja conhecer aquele que nas palavras do Nobel Jean-Paul Sartre “foi o homem mais completo de nossa época”, além de se ter uma visão panorâmica da América Latina de ontem e de hoje.

 

CHE – Ernesto Guevara, uma lenda do século

Autor: Pierre Kalfon

Editora: Terramar / Ano: 1997



Escrito por Val Borges às 08h25
[   ] [ envie esta mensagem ]




EXPOSIÇÃO

ARTE POPULAR ARTE DE PONTA

A Galeria do BNDES está mostrando uma interessante parcela do acervo do Museu de Arte Popular Brasileira Casa do Pontal (localizado no Recreio). É uma ótima oportunidade para se conhecer parte da nossa vasta cultura sem ter que se deslocar do centro da cidade. Últimos dias.

Até 17 de setembro - 2ª a 6ª feira, das 9h às 19h (entrada franca)

Av. Chile, 100 - Galeria - Centro - Rio de Janeiro (perto do prédio da Petrobras)

 



Escrito por Val Borges às 08h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




SOU

Tornei-me pensador
Filósofo
Poeta e Mago
Por não saber o que fazer
Amo minha existência, única razão de minha vida
Hoje sou o que sou
Simplemente nada mais

(Edson de Moura Ribeiro)

www.bichogrillo.flogbrasil.terra.com.br



Escrito por Val Borges às 08h06
[   ] [ envie esta mensagem ]




EXPOSIÇÃO

A exposição "O Brasil Dos Gaúchos" apresentada pelo Centro Cultural dos Correios ao Rio de Janeiro mostra-nos uma riquíssima produção artístico-cultural produzida no Rio Grande do Sul, com destaque especial para as artes visuais. No térreo encontra-se uma pequena mostra de cartum; no primeiro e no segundo andar, duas excelentes exposições de fotografias e artes plásticas, respectivamente. Pra quem ainda não conferiu a visita é obrigatória.

PERÍODO: 17/8 a 12/9/2004 - de terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)
CENTRO CULTURAL CORREIOS: Rua Visconde de Itaboraí, 20-Centro-Rio de Janeiro/RJ-(21) 2503-8770.



Escrito por Val Borges às 21h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




Concreto, concreto

Nada mais que concreto

A cidade está tranqüila

do 17º andar

Entretanto, no asfalto,

o filho bastardo da miséria

agoniza na diarréia brasileira

Caga, caga Araribóia

na mesa dos que tem fome,

fome de indiferença,

fome de descaso,

fome zero: o Brasil que come ajudando o Brasil que tem fome

Balela! Balela!

Que Araribóia

cague em suas cabeças!     

 

(Valterlei Borges / Ricardo Ramos)



Escrito por Val Borges às 23h54
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  01/05/2017 a 31/05/2017
  01/09/2015 a 30/09/2015
  01/01/2015 a 31/01/2015
  01/11/2014 a 30/11/2014
  01/10/2014 a 31/10/2014
  01/05/2014 a 31/05/2014
  01/03/2014 a 31/03/2014
  01/02/2014 a 28/02/2014
  01/01/2014 a 31/01/2014
  01/12/2013 a 31/12/2013
  01/10/2013 a 31/10/2013
  01/06/2013 a 30/06/2013
  01/04/2013 a 30/04/2013
  01/03/2013 a 31/03/2013
  01/01/2013 a 31/01/2013
  01/12/2012 a 31/12/2012
  01/11/2012 a 30/11/2012
  01/10/2012 a 31/10/2012
  01/09/2012 a 30/09/2012
  01/08/2012 a 31/08/2012
  01/07/2012 a 31/07/2012
  01/06/2012 a 30/06/2012
  01/05/2012 a 31/05/2012
  01/04/2012 a 30/04/2012
  01/03/2012 a 31/03/2012
  01/02/2012 a 29/02/2012
  01/01/2012 a 31/01/2012
  01/12/2011 a 31/12/2011
  01/11/2011 a 30/11/2011
  01/10/2011 a 31/10/2011
  01/09/2011 a 30/09/2011
  01/08/2011 a 31/08/2011
  01/07/2011 a 31/07/2011
  01/05/2011 a 31/05/2011
  01/04/2011 a 30/04/2011
  01/03/2011 a 31/03/2011
  01/02/2011 a 28/02/2011
  01/01/2011 a 31/01/2011
  01/12/2010 a 31/12/2010
  01/11/2010 a 30/11/2010
  01/10/2010 a 31/10/2010
  01/09/2010 a 30/09/2010
  01/08/2010 a 31/08/2010
  01/07/2010 a 31/07/2010
  01/06/2010 a 30/06/2010
  01/05/2010 a 31/05/2010
  01/04/2010 a 30/04/2010
  01/03/2010 a 31/03/2010
  01/02/2010 a 28/02/2010
  01/01/2010 a 31/01/2010
  01/12/2009 a 31/12/2009
  01/11/2009 a 30/11/2009
  01/10/2009 a 31/10/2009
  01/09/2009 a 30/09/2009
  01/08/2009 a 31/08/2009
  01/07/2009 a 31/07/2009
  01/06/2009 a 30/06/2009
  01/05/2009 a 31/05/2009
  01/04/2009 a 30/04/2009
  01/03/2009 a 31/03/2009
  01/02/2009 a 28/02/2009
  01/01/2009 a 31/01/2009
  01/12/2008 a 31/12/2008
  01/11/2008 a 30/11/2008
  01/10/2008 a 31/10/2008
  01/09/2008 a 30/09/2008
  01/08/2008 a 31/08/2008
  01/07/2008 a 31/07/2008
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004


Outros sites
  picareta cultural
  cep 20.000
  lorena poema
  ana guadalupe
  americo borges
  diego grando
  mourinha
  antonio cicero
  teo petri
  vicente canato
  olímpio
  bagatela
  caró lago
  garganta da serpente
  ramon mello
  guada fanjul
  supercordas
  dimitri [br]
  fotolog macaco
  cronópios
  bruna beber
  tchello melo
  flávio de araújo
  marcelino freire
  marcelo montenegro
  telma scherer
  podcast caiowas
  flavio pucci
  dalton campos
  poesia - pinga
  mimmy
  leandro de paula
  chacal
  alice sant'anna
  val borges
  cabelo
  as escolhas afectivas
  nave vazia
  carulhina
  victoria visco
  lilian aquino
  rodolfo muanis
  vitor freire
  ismar tirelli neto
  angélica freitas
  lorena magalhães
  plástico bolha
  laise costa
  mariana botelho
  joana rizério
  poesia hoje
  felipe cataldo
  renata flávia
  rafael mantovani
  filipe couto
  foolana de tao
  câmara de ecos
  allan dias castro
  polaco
  bruno fritz
  gregorio duvivier
  ricardo silveira
  omar salomão
  leo gonçalves
  bruno brum
  ana guam
  joão freitas
  lucas viriato
  eduardo coelho
  ademir assunção
  geraldo carneiro
  blog plástico bolha
  carla mariel
  lu barboza
  c.
  roberto borati
  maria rezende
  joão paulo cuenca
  cecilia cavalieri
  antonio lacarne
  shala andirá
  mata piolho
  7 letras blog
  365 poemas a um real
  contato: caiocarmacho@gmail.com
Votação
  Dê uma nota para meu blog


Leia este blog no seu celular

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.