NOUTRATEZ


CARTA AO ESPELHO MÁGICO

Tá sentindo?
Sentes a brisa batendo no teu corpo,
como quem te quer acordar...
e tu...nada!

Ainda vives no conto de fadas!

Pois acorde!
Tudo o que havia de bom,
de mágico e aconchegante,
se foi, se desfez no tempo.

E aquela que te perguntava:
"Espelho espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?"
Já não está mais lá, e você...
Não tem mais quem aconselhar

Tua vida mudou,
Tu não tens mais a infância
muito menos a esperança,
agora tens, só, que suportar essa mudança.

A história da rainha má,
aquela que tanto elogiavas.
Ou da princesa injustiçada,
que tu sempre deduravas.
Acabou!

E se não aguentares...
problema é teu.
Já estas velho o suficiente
para saber que nada é permanente.

Toda magia um dia acaba,
Toda história tem seu fim
Toda infância tem tempo certo
E todo amor, um dia, se torna rancor.

Como o que tu sentes hoje!

E se tua base não é forte
e não te aguentas sobre ela
Então todo o teu corpo se fará em pedaços,
ao cair no chão como um espelho cheio de fracassos.

Esquece os contos,
Desfaz os élos,
junta teus cacos e refaz teu reinado,
como um grande e inteligente Espelho mágico!

 

 

Roberta Valente



Escrito por Caio Carmacho às 12h48
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OS DOZE

“Nóis é caiçara, mas não somos bobos não”
Paraty é nossa casa
cultura, cachaça e filosofia
poesias alucinadas
nos botecos das esquinas
poesias sem rimas
poesias declaradas

São Doze homens
sem nenhum segredo
caiçaras descalços
por não terem medo
de sentar na praça
e tomar uma cachaça
vivendo a vida num lampejo

Poetas lúdicos e mensageiros
levam a vida sem preconceitos
o que importa é a amizade
também um pouco de respeito
vertentes desfiguradas
nunca antes desacatadas
fazem poetas perfeitos

Meu poema é de coração
meu poema é de cordel
falando de meus amigos
escrevo nesse papel
amigos engraçados
amigos separados
amigos da pinga com mel

Caiçaras de Paraty
balançados pela maresia
esse grupo de amigos
fazedor de poesias
por Doze são chamados
e às vezes conclamados
criadores de profecias

Nesse cordel caiçara
onde teço esses versos
pra poder falar dos amigos
não pretendo ter sucesso
apenas falar da boemia
que se transforma e que se cria
no imaginário de um regresso

Muitos são os encontros
nas ruas de Paraty
sarais e luares imaginários
utopias que estão por vir
fazem os seres inominados
sonharem sempre acordados
de um dia se reunir

rios que passam em nossas vidas
não são os rios de outrora
mas os amigos que tenho
são os amigos de agora
outros vão surgir
e depois sucumbir
os Doze, não vão embora

Universo de filósofos
das ruas descalçadas
adoradores e degustadores
nosso deus é a malvada
Coqueiro, Corisco e Murycana
o que importa pra nós é cana
...deixar a boca molhada

Não deixamos de ser crianças
quando estamos em Paraty
festas, amores, e paixões
se misturam com um frenesi
das canções que embalam a madrugada
cantamos até a alvorada
pra poder nos divertir

Ponho fim nesse cordel
dizendo apenas um recado
Os Doze estão chegando
com esse cordel arretado
em Paraty nossa cidade
pra reviver a mocidade
num encontro alucinado.



Edson de Moura

Escrito por Caio Carmacho às 12h33
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- As pêras


As pêras, no prato,
apodrecem.
O relógio, sôbre elas,
mede
a sua morte?
Paremos a pêndula. De-
teríamos, assim, a
morte das frutas?
Oh as pêras cansaram-se
de suas formas e de
sua doçura! As pêras,
concluídas, gastam-se no
fulgor de estarem prontas
para nada.
O relógio
não mede. Trabalha
no vazio: sua voz deslisa
fora dos corpos.


Tudo é o cansaço
de si. As pêras se consomem
no seu doirado
sôssego. As flôres, no canteiro
diário, ardem,
ardem, em vermelhos e azuis. Tudo
deslisa e está só.
O dia
comum, dia de todos, é a
distância entre as cousas.
Mas o dia do gato, o felino
e sem palavras
dia do gato que passa entre os móveis,
é passar. Não entre os móveis. Pas-
sar como eu
passo: entre nada.


O dia das pêras
é o seu apodrecimento.


É tranqüilo o dia
das pêras? Elas
não gritam, como
o galo.
Gritar
para quê? se o canto
é apenas um arco
efêmero fora do
coração?


Era preciso que
o canto não cessasse
nunca. Não pelo
canto (canto que os
homens ouvem), mas
porque, can-
tando, o galo
é sem morte.



Ferreira Gullar



Escrito por Caio Carmacho às 12h29
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POESIA

Torturas


Condeno-te por um crime inafiançável
Não há desculpas nem apelações
Para um ilícito tão provável
Que não carece de investigações
Muito menos inquérito
Para saber quem foi e não foi culpado
De um assunto tão pretérito
Que é esse crime alegado

Você roubou meu coração
Crime de tortura
Portanto moverei uma ação
Pedindo reparação
Para esse crime sem perdão

Por isso te condeno
Em sentença única em transito e julgado
Sua pena será viver com esse que vos fala
E que depõe completamente apaixonado
O resto de sua vida
Em regime fechado


(Edson de Moura – 20/09/04)

Escrito por Val Borges às 18h21
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BUFÓLICAS

- O Reizinho Gay



Mudo, pintudão
O reizinho gay
Reinava soberano
Sobre toda a nação.

Mas reinava...
APENAS...
Pela linda peroba
Que se lhe adivinhava
Entre as coxas grossas.

Quando os doutos do reino
Fizeram-lhe perguntas
Como por exemplo
Se um rei pintudo
Teria o direito
De somente por isso
Ficar sempre mudo

Pela primeira vez
Mostrou-lhes a bronha
Sem cerimônia.

Foi um Oh!!! geral
E desmaios e ais
E doutos e senhoras
Despencaram nos braços
De seus aios.

E de muitos maridos
Sabichões e bispos
Escapou-se um grito.

Daí em diante
Sempre que a multidão
Se mostrava odiosa
Com a falta de palavras
Do chefe da Nação
O reizinho gay
Aparecia indômito
Na rampa ou na sacada
Com a bronha na mão.

E eram ós agudos
Dissidentes mudos
Que se ajoelhavam
Diante do mistério
Desse régio falo
Que de tão gigante
Parecia etéreo.

E foi assim que o reino
Embasbacado, mudo
Aquietou-se sonhando
Com seu rei pintudo.

Mas um dia...
Acabou-se da turba a fantasia.

O reizinho gritou
Na rampa e na sacada
Ao meio-dia:
Ando cansado
De exibir meu mastruço
Pra quem nem é russo.

E quero sem demora
Um buraco negro
Pra raspar meu ganso.
Quero um cu cabeludo!

E foi assim
Que o reino inteiro
Sucumbiu de susto.

Diante de tal evento...
Desse reino perdido
Na memória dos tempos
Só restavam cinzas
Levadas pelo vento.


Moral da estória:
a palavra é necessária
diante do absurdo.

 

Hilda Hilst



Escrito por Caio Carmacho às 15h24
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POEMAS RELATIVOS V

Agora o sem senso

sorriso nos ares,

minha alma perdida,

os vales lá embaixo

de minhas lonjuras

de não existido,

parado nos antes,

nem sei de pecados,

nem sei de mim mesmo,

eu mesmo não sou

nem nada me vê;

ausentes palavras

não soam no vácuo

dos antes das coisas,

das coisas sem nexo,

nem fluídos.

Só o Verbo

chorando por mim.

 

Jorge de Lima



Escrito por Caio Carmacho às 11h00
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POESIA

Rio de contrastes

 

Rio de Janeiro

da estação do Méier

do Viaduto de Madureira

de Marechal Hermes

da Favela do Muquiço

Rio de Janeiro

da Avenida Brasil

da Cinelândia

da Lapa

do bondinho de Santa Teresa

Rio de Janeiro

da Avenida Presidente Vargas

da Avenida Rio Branco – antiga Avenida Central

do mar de Ipanema

do Mirante do Leblon

Rio de Janeiro

do Morro da Mangueira

e do Vidigal

da Zona Norte

e Zona Sul

Rio que é grande em seus contrastes

porém pequeno diante dos meus sonhos.

 

Val Borges



Escrito por Val Borges às 10h25
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Quarteto de Pasternak

"Nesse dia, eu tinha-te,

da cabeça aos pés,

como um ator trágico do interior

um drama de Shakespeare

trazia-te em mim,

sabia-te de cor

vagueando pela cidade, repetia-te".



Escrito por Caio Carmacho às 11h56
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CORPIMAGEM

"Machos tristes

me acenderam

alguns olhos.

N´hora nula

fazia cantar a Lua

suas rãs tão apaixonadas".

 

Caio Carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 11h51
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RESPOSTA

Resposta a um poema

 

Dê-me um horizonte, uma manhã

dê-me a sensação irmã

da doce melodia que embala

minhas noites de boemia

dê-me a abertura necessária

uma simplicidade besta

um coração que bata forte

numa noite de tempestade...

Assim façamos da sorte,

vida em tempos de morte,

asas de liberdade.

 

 

(Ricardo F. S. Ramos)

Escrito por Val Borges às 04h28
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Amar!


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

 

Florbela Espanca



Escrito por Caio Carmacho às 18h54
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Um poema

Dê-me a agilidade de um leopardo

O faro de um cão

As garras de um tigre

As asas de uma gaivota

 

Dê-me a beleza de uma onça

A leveza de uma pétala

A força dos vendavais

O azul e todas as suas variações

 

Dê-me as constelações

A velocidade da luz

Dê-me o mundo

Dê-me a infinitude do universo

 

Dê-me poemas

Dê-me versos

Dê-me rimas

Dê-me a quimera

 

Dê-me a sinceridade de uma criança

A frieza de um carrasco

A alegria de um bêbado

A coragem de um guerrilheiro

 

Que ainda assim prefiro a liberdade

 

 

(Val Borges - Rio, 26-10-04)


Escrito por Caio Carmacho às 08h42
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Minha morte

E no seu leito de morte,

Caio Carmacho disse esconjurado:

"Pinga, mais pinga..."

Pensou na paráfrase de seu comparsa Val Borges;

o álcool ainda era pouco.



Escrito por Caio Carmacho às 15h15
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Um poema

"Amor, isto não é um livro,

sou eu,

sou eu que você segura

e sou eu que te seguro

(é de noite? estivemos juntos e sozinhos?),

caio das páginas nos teus braços,

teus dedos me entorpecem,

teu hálito, teu pulso, mergulho dos pés à cabeça,

delícia, e chega -

Chega de saudade, segredo, impromptu,

chega de presente deslizando,

chega de passado,

chega de passado em videotaipe impossivelmente veloz,

repeat,

repeat.

Toma este beijo

só para você

e não me esquece mais.

Trabalhei o dia inteiro

e agora me retiro,

agora repouso minhas cartas

e traduções de muitas origens,

me espera uma esfera

mais real que a sonhada,

mais direta,

dardos e raios à minha volta,

Adeus!

Lembra minhas palavras

uma a uma.

Eu poderei voltar.

Te amo, e parto,

eu incorpóreo,

triunfante,

morto".

 

Walt Whitman



Escrito por Caio Carmacho às 09h41
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Antropofagia Total

 

Refeição Cotidiana


Impelido
pelo movimento
Mastigado
pelo complexo social
Digeri
até o último sapo engolido
Excretei
religiões sem preconceito

 

Caio Carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 13h57
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NOIGANDRES

 = Como ela é =


acupunturas com raios cósmicos

realismo: a poesia como ela é
inscrições rupestres na ponta da língua
poesia à beira-fôlego: no último fole do pulmão
como ela é (a poesia)
fogo (é)
(a poesia)
fogo

 

per Haroldo de Campos



Escrito por Caio Carmacho às 13h07
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POESIA DE BELO HORIZONTE - MG

CONTRASTES

 

Jegues na metrópole

Índios no avião

Artes no supermercado

Oásis no sertão

Revólver de brinquedo

Árvores de plástico

Velhos anarquistas

Jovens reacionários

Sexo virtual

Identidade no espelho

O ridículo estético

A ética indecorosa

Vergonha de vestir-se

Correr risco dentro de casa

Palavras indizíveis

Vias inviáveis

Sortes previsíveis

Ódios adoráveis

Vidas sem vida

Cores desbotadas

Memórias esquecidas

O fogo que esfria

O fim que não chega

Morrendo a cada dia

A cada ano,

A cada aniversário.

 

(João Guedes)



Escrito por Val Borges às 08h30
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