NOUTRATEZ


- LIMITES AO LÉU


POESIA: "words set to music" (Dante
via Pound), "uma viagem ao
desconhecido" (Maiakovski), "cernes e
medulas" (Ezra Pound), "a fala do
infalável (Goethe), "linguagem
voltada para a sua própria
materialidade" (Jakobson),
"permanente hesitação entre som e
sentido" (Paul Valéry), "fundação do
ser mediante a palavra" (Heidegger),
"a religião original da humanidade"
(Novalis), "as melhores palavras na
melhor ordem" (Coleridge), "emoção
relembrada na tranquilidade"
(Wordsworth), "ciência e paixão"
(Alfred de Vigny), "se faz com
palavras, não com idéias" (Mallarmé),
"música que se faz com idéias"
(Ricardo Reis/ Fernando Pessoa), "um
fingimento deveras" (Fernando
Pessoa), "criticism of life" (Mathew
Arnold), "palavra-coisa" (Sartre),
"linguagem em estado de pureza
selvagem" (Octavio Paz), "poetry is to
inspire" (Bob Dylan), "design de
linguagem" (Décio Pignatari), "lo
imposible hecho posible" (García
Lorca), "aquilo que se perde na
tradução" (Robert Frost), "a liberdade
da minha linguagem" (Paulo
Leminski)...



Paulo Leminski


Escrito por Caio Carmacho às 14h27
[   ] [ envie esta mensagem ]




Brasil

Amontoados de gente preguiçosa
fazem de nós seres criativos,
um jeitinho sempre se dá
para poder passar e entrar
Sem a preguiça não há idéia
sou brasileiro sim senhor
e o malandro é meu professor
amigo do ócio e do pendor
ganho a vida sem pudor
Trabalhar pra que?
O meu negócio é enrolar
por isso sou daqui.
Meu trabalho é pensar
e para pensar tenho que me concentrar
então vou me espreguiçar
porque sem preguiça
não há cobiça
não há idéias
não há Brasil


(Edson de Moura)


Escrito por Val Borges às 18h38
[   ] [ envie esta mensagem ]




Acabou.

Num momento de devaneios
a luz morreu, o sol escureceu
anoiteceu, chegou solidão
adeus
não consigo apagar as marcas
que estão aqui em meu peito
tento suavizar a paixão
mas você se foi...
me deixou assim sem placidez
inundou minha vida de nada
um nada sem nada, mas com todo
ardor de dor, minha alma se reduz
ao nada ser, ao mesmo tempo que sofro
da angustia de te perder
você foi assim, desocupando minha vida
invadindo meu coração de saudade
e minha poesia, com sua ausência
não está completa,
não há amor
não há paixão
não há alegria
é morta
Não é poesia.


(Edson de Moura-14/10/02)


Escrito por Val Borges às 18h27
[   ] [ envie esta mensagem ]




AS COISAS

As coisas têm peso,
massa, volume,
tamanho, tempo, forma, cor,
posição, textura,
duração, densidade, cheiro,
valor, consistência,
profundidade, contorno,
temperatura, função,
aparência, preço,
destino, idade, sentido.
As coisas não têm paz.



Arnaldo Antunes




Escrito por Caio Carmacho às 11h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ando Esquecendo
 

Ando por aqui...

Ando por aí (em pensamentos e lembranças)

Ando por ali e acolá

Ando em andanças

Para lá e para cá

De tanto andar me canso

De tanto vagar me perco

De tanto sonhar acordo

De tanto pensar recordo

De tanto lembrar...

De tanto...

Ando...

Esqueço.
 
 
                        Américo Borges 14-03-2005


Escrito por Val Borges às 21h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




I

Corpo de mulher, alvas colinas, coxas brancas,

ao mundo te assemelhas em teu ato de entrega.

O meu corpo selvagem de camponês te escava

e faz saltar o filho das entranhas da terra.

 

Fui um túnel vazio. De mim fugiam pássaros

e a noite me infiltrava sua invasão resoluta.

Para sobreviver forjei-te qual uma arma,

uma flecha em meu arco e pedra em minha funda.

 

Tomba porém a hora da vingança e eu te amo.

Corpo de pele e musgo, de leite ávido e firme.

Ah os vasos do peito! Ah os olhos de ausência!

Ah as rosas do púbis! Ah tua voz lente e triste!

 

Corpo de mulher minha, persisto em tua graça.

Minha ânsia sem limites, meu caminho indeciso!

Sulcos escuros onde a sede eterna corre,

onde a fadiga corre, e a dor, este infinito.

 

Pablo Neruda

Poema extraído do livro "Vinte poemas de amor e uma canção desesperada"



Escrito por Val Borges às 21h04
[   ] [ envie esta mensagem ]




UMA FLOR NUM BURACO DE CALÇADA

quando soltaram os cachorros loucos
eu estava fazendo chá
de ervas do campo
e de repente o espanto
tremendo a chaleira
e bombeando medo

larguei as ervas e danado
precipitei-me à janela
de onde vi
enormes matilhas
com olhos cheios de negra espuma

a espuma invadia a rua
e abraçava postes, que caíam
cheios de óleo e náusea
engolia as pessoas
que alucinadas
enchiam o ar de berros

depois os cachorros foram embora
eu voltei ao meu chá
e lá fora a solidão
e uma flor quase despercebida.



Henrique do Valle

Escrito por Caio Carmacho às 11h13
[   ] [ envie esta mensagem ]




Elogio ao amigo

Espelho, espelho meu.

Existe alguém mais fela da puta que eu?

-Sim! Existe sim.

-Seu amigo Valterlei!


Edson de Moura



Escrito por Caio Carmacho às 22h57
[   ] [ envie esta mensagem ]




Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
         E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
         Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
         E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
         Amar é pensar.
         E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
         Não sei bem o que quero, mesmo dela
e eu não penso senão nela.
         Tenho uma grande distração animada.
         Quando desejo encontrá-la
         Quase que prefiro não a encontrar,
         Para não ter que a deixar depois.
         Não sei bem o quero, nem quero saber o que quero.
 Quero só
  Pensar nela.
         Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
 
 
 
Fernando Pessoa


Escrito por Caio Carmacho às 22h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




Subjetividade

O corpo é perecível

Nutrir a alma é preciso

Por mais que me desloque

Para qualquer parecer

Vai haver sempre um toque

Subjetivo no que disser.

 

 

Tchello Melo

20.02.05


Escrito por Caio Carmacho às 16h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




Texto escrito por Mário Prata em virtude do lançamento do primeiro livro de seu filho, o também escritor Antonio Prata 

 

Onde foi que nós erramos?


Mário Prata



Eu e a Marta Góes (também jornalista e escritora) educamos o nosso filho Antonio com todo o carinho, zelo e responsabilidade.
Mostramos a ele o caminho do futuro: medicina, engenharia, odontologia, direito ou concurso para o Banco do Brasil.
Inexplicavelmente o Antonio (já com 24 anos) resolveu ser escritor. Vê se isso é profissão que se apresente. Como diria meu pai, "isso não dá camisa para ninguém".
E não é que ontem, terça-feira (dia 13), ele lançou seu primeiro livro-solo?
O nome do livro é Douglas e Outras Histórias. Ele nunca tinha falado desse Douglas nem para mim nem para a Marta. E muito menos nas "outras histórias".
Podia tanto ter puxado os avós: um médico e um engenheiro. Fazer o que, né? Como disse César, ao atravessar o Rio Rubicão e dar início à guerra civil, "Alea jacta est", que em bom português significa "a sorte está lançada".
Me lembro quando ele tinha 5 anos, passeávamos de carro, ele a olhar as árvores, disse: "A árvore cresce e se derruba. Eu não quero ser árvore, porque eu não quero que derruba eu." Eu e a Marta trocamos um olhar silencioso. Em boa coisa isso não vai dar, acho que pensamos.
Um dia antes do lançamento, eu e ele descendo a Consolação para comer uma carne do Sujinho, me pergunta: "O que você acha de eu ser escritor?" Assim, na lata. Me lembrei de um trecho do Rainer Maria Rilke, no Cartas a um Jovem Poeta. Não, o Antonio não é poeta. Como o pai, felizmente, também escreve bobageiras. Mas vamos ao Rilke, filho, se me permite:
"Pergunta se os seus textos são bons. Pergunta-o a mim, depois de o ter perguntado a outras pessoas. Manda-os a periódicos, compara-os com outros textos e inquieta-se quando suas tentativas são recusadas por um ou outro redator.
Pois bem - usando da licença que me deu de aconselhá-lo - peço-lhe que deixe tudo isso. O senhor está olhando para fora e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo.
Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever?
Isso acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: 'Sou mesmo forçado a escrever?' Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples 'sou', então construa a sua vida de acordo com essa necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor.
Evite de início as formas usuais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes.
Eis por que deve fugir dos motivos gerais para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate suas mágoas e seus desejos, seus pensamentos passageiros, sua fé em qualquer beleza - relate tudo isso com íntima e humilde sinceridade. Utilize, para se exprimir, as coisas de seu ambiente, as imagens de seus sonhos e os objetos de suas lembranças. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante escritor para extrair as suas riquezas. Para o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente."Aqui termina o texto do Rilke e aqui começa um texto do Antonio, chamado Gênesis: "No início Deus criou a banca de jornal. E Deus viu que era bom. Então Deus reparou que ficava um povo ali em volta, jogando conversa fora, e pôs um isopor com coco gelado, e viu Deus que era bom. E disse Deus: do jornal lereis, do coco comereis e da água que dá no coco bebereis. E todos viram que era bom. Então Deus permutou com a Kaiser um pequeno freezer vertical e passou a vender as mais diversas bebidas: refrigerantes, cervejas, Gatorade. E, vendo Deus que era bom também, arranjou umas mesas e cadeiras de plástico e fez da banca um pequeno bar. E viu Deus, para variar, que era bom. Isso tudo em apenas seis dias. No sétimo, não sabe se descansa ou abre uma churrascaria rodízio."
Aqui termina o texto do Antonio e aqui volta o meu:
- Meu filho, para te receber de abraços e teclas abertos, te mando dois provérbios latinos. "Verba volant, scripta manent", ou seja, as palavras voam, os escritos permanecem. E, para finalizar: "Feci quod potui, faciant meliora potentes": fiz o que pude, façam melhor os que puderem.


Antonio: bem-vindo ao mundo de seus pais, nas boas casas do (nosso) ramo.


O Estado de S. Paulo 14/11/2001



Escrito por Caio Carmacho às 16h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




...enquanto isso

- É, o salário vai aumentar Juarez, vamos poder comprar mais coisas,
isso não
é bom?
- Talvez Manoel, eu tava vendo na televisão outro dia, que o salário
aumenta,
mas pra nós continua a mesma coisa, não sei dizer direito, é como se
fosse
uma enganação, porque o salário aumenta, mas também o arroz o feijão a
carne
e até a nossa cachaça aqui do bar aumenta.
-Não me diga Juarez? Eu pensava que ia poder guardar um dinheirinho no
fim
do mês pra poder comprar um dvd e pagar as prestações, tem uma loja no
centro que divide o dvd em até trinta e seis vezes, e eu tava feliz,
achando
que podia comprar!
- Para com isso Manoel, dvd é coisa pra gente chique, onde já se viu
homem,
nós aqui desse lugar ter dvd? Só se a gente roubar, daí sim, mas se
não...
- Essa coisa de aumento então Juarez é balela do governo pra enganar a
gente
né, eles falam que vai dar aumento, mas é tudo baboseira.
- Isso, do que adianta aumentar quatorze reais no salário e quando eu
for na
venda aqui da esquina, a dose da caninha passar de um real para um e
cinqüenta, aí não dá, até a cachaça eu vou ter que parar? Onde já se
viu
isso, o governo quer nos matar!
- O pior Manoel, é que eles enganam a gente direitinho, é só você ver o
jornal, eles colocam um monte de nome esquisito só pra poder embaralhar
nossa cabeça, é um tal de GPI pra cá, um tal de IGPM pra lá, tem até um
risco que o Brasil corre lá fora, se o povo lá do estrangeiro, quer
dizer os
americanos, porque são eles que mandam aqui, dizer que o Brasil é isso
ou
aquilo, vixe, daí o dólar aumenta, e nossa cachaça aumenta também. Dá
pra
entender uma coisa dessas? Um tal de Severino foi eleito presidente da
câmara dos deputados, e no mesmo dia esse tal de risco Brasil subiu, e
é
claro a nossa cana também. Será possível isso Manoel, onde é que vamos
parar?
- É Juarez, isso tudo foi porque esse tal de Severino foi eleito,
imagina se
o Presidente pegar uma gripe ou o Presidente dos Estados Unidos, aquele
tal
de Bush, ficar doente, o que poderia acontecer com o Brasil?
- Nem me fale uma coisa dessas Manoel, eu não sei se conseguiria parar
de
beber de uma hora pra outra...


Edson de Moura, 4/3/05



Escrito por Caio Carmacho às 14h59
[   ] [ envie esta mensagem ]




Não me dizia nada, mas ele falava


O olhar do menino

Não me dizia nada

Mas ele falava

Com seu sotaque

Em tom de ataque

Que queria uma calça.



Tchello Melo

14.02.05


Escrito por Caio Carmacho às 09h44
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  01/05/2017 a 31/05/2017
  01/09/2015 a 30/09/2015
  01/01/2015 a 31/01/2015
  01/11/2014 a 30/11/2014
  01/10/2014 a 31/10/2014
  01/05/2014 a 31/05/2014
  01/03/2014 a 31/03/2014
  01/02/2014 a 28/02/2014
  01/01/2014 a 31/01/2014
  01/12/2013 a 31/12/2013
  01/10/2013 a 31/10/2013
  01/06/2013 a 30/06/2013
  01/04/2013 a 30/04/2013
  01/03/2013 a 31/03/2013
  01/01/2013 a 31/01/2013
  01/12/2012 a 31/12/2012
  01/11/2012 a 30/11/2012
  01/10/2012 a 31/10/2012
  01/09/2012 a 30/09/2012
  01/08/2012 a 31/08/2012
  01/07/2012 a 31/07/2012
  01/06/2012 a 30/06/2012
  01/05/2012 a 31/05/2012
  01/04/2012 a 30/04/2012
  01/03/2012 a 31/03/2012
  01/02/2012 a 29/02/2012
  01/01/2012 a 31/01/2012
  01/12/2011 a 31/12/2011
  01/11/2011 a 30/11/2011
  01/10/2011 a 31/10/2011
  01/09/2011 a 30/09/2011
  01/08/2011 a 31/08/2011
  01/07/2011 a 31/07/2011
  01/05/2011 a 31/05/2011
  01/04/2011 a 30/04/2011
  01/03/2011 a 31/03/2011
  01/02/2011 a 28/02/2011
  01/01/2011 a 31/01/2011
  01/12/2010 a 31/12/2010
  01/11/2010 a 30/11/2010
  01/10/2010 a 31/10/2010
  01/09/2010 a 30/09/2010
  01/08/2010 a 31/08/2010
  01/07/2010 a 31/07/2010
  01/06/2010 a 30/06/2010
  01/05/2010 a 31/05/2010
  01/04/2010 a 30/04/2010
  01/03/2010 a 31/03/2010
  01/02/2010 a 28/02/2010
  01/01/2010 a 31/01/2010
  01/12/2009 a 31/12/2009
  01/11/2009 a 30/11/2009
  01/10/2009 a 31/10/2009
  01/09/2009 a 30/09/2009
  01/08/2009 a 31/08/2009
  01/07/2009 a 31/07/2009
  01/06/2009 a 30/06/2009
  01/05/2009 a 31/05/2009
  01/04/2009 a 30/04/2009
  01/03/2009 a 31/03/2009
  01/02/2009 a 28/02/2009
  01/01/2009 a 31/01/2009
  01/12/2008 a 31/12/2008
  01/11/2008 a 30/11/2008
  01/10/2008 a 31/10/2008
  01/09/2008 a 30/09/2008
  01/08/2008 a 31/08/2008
  01/07/2008 a 31/07/2008
  01/06/2008 a 30/06/2008
  01/05/2008 a 31/05/2008
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/03/2008 a 31/03/2008
  01/02/2008 a 29/02/2008
  01/12/2007 a 31/12/2007
  01/11/2007 a 30/11/2007
  01/10/2007 a 31/10/2007
  01/09/2007 a 30/09/2007
  01/08/2007 a 31/08/2007
  01/07/2007 a 31/07/2007
  01/06/2007 a 30/06/2007
  01/05/2007 a 31/05/2007
  01/04/2007 a 30/04/2007
  01/03/2007 a 31/03/2007
  01/02/2007 a 28/02/2007
  01/01/2007 a 31/01/2007
  01/12/2006 a 31/12/2006
  01/11/2006 a 30/11/2006
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004
  01/08/2004 a 31/08/2004
  01/07/2004 a 31/07/2004


Outros sites
  picareta cultural
  cep 20.000
  lorena poema
  ana guadalupe
  americo borges
  diego grando
  mourinha
  antonio cicero
  teo petri
  vicente canato
  olímpio
  bagatela
  caró lago
  garganta da serpente
  ramon mello
  guada fanjul
  supercordas
  dimitri [br]
  fotolog macaco
  cronópios
  bruna beber
  tchello melo
  flávio de araújo
  marcelino freire
  marcelo montenegro
  telma scherer
  podcast caiowas
  flavio pucci
  dalton campos
  poesia - pinga
  mimmy
  leandro de paula
  chacal
  alice sant'anna
  val borges
  cabelo
  as escolhas afectivas
  nave vazia
  carulhina
  victoria visco
  lilian aquino
  rodolfo muanis
  vitor freire
  ismar tirelli neto
  angélica freitas
  lorena magalhães
  plástico bolha
  laise costa
  mariana botelho
  joana rizério
  poesia hoje
  felipe cataldo
  renata flávia
  rafael mantovani
  filipe couto
  foolana de tao
  câmara de ecos
  allan dias castro
  polaco
  bruno fritz
  gregorio duvivier
  ricardo silveira
  omar salomão
  leo gonçalves
  bruno brum
  ana guam
  joão freitas
  lucas viriato
  eduardo coelho
  ademir assunção
  geraldo carneiro
  blog plástico bolha
  carla mariel
  lu barboza
  c.
  roberto borati
  maria rezende
  joão paulo cuenca
  cecilia cavalieri
  antonio lacarne
  shala andirá
  mata piolho
  7 letras blog
  365 poemas a um real
  contato: caiocarmacho@gmail.com
Votação
  Dê uma nota para meu blog


Leia este blog no seu celular

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.