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A Rua
Bem sei que, muitas vezes, o único remédio é adiar tudo. É adiar a sede, a fome, a viagem, a dívida, o divertimento, o pedido de emprego, ou a própria alegria. A esperança é também uma forma de contínuo adiamento. Sei que é preciso prestigiar a esperança, numa sala de espera. Mas sei também que espera significa luta e não, [apenas, esperança sentada. Não abdicação diante da vida.
A esperança nunca é a forma burguesa, sentada e tranquila da [espera.
Nunca é a figura de mulher do quadro antigo. Sentada, dando milho aos pombos.
Cassiano Ricardo
Escrito por Caio Carmacho às 15h08
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Amor
Na geografia do corpo, sou mais a pornografia dos sentidos
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 16h37
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ARTE DO CORAÇÃO
Mais uma parada para deleite dos olhos. Agora faço parte de mais um site como colaborador e etc, etc, etc.
Dêem um bizu e tasquem crítica.
Só.
Cultura Piracicaba
Escrito por Caio Carmacho às 10h25
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"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!"
Mário Quintana
Escrito por Caio Carmacho às 13h31
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É fácil ser medíocre
Saber o fim do filme
O que será de mim
Parece tão simples
Que fica difícil
A fim de que se refine
O que no início
Por capricho não se define.
Tchello Melo
25.03.05
Escrito por Val Borges às 16h49
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No caminho de lama
Na traiçoeira grama
Gritamos no vale
Pra que o eco nos salvasse
E na volta sob chuva
Avistamos a casa
Envolta de matas mudas
E de conversas rasas.
Tchello Melo
25.03.05
Escrito por Val Borges às 16h49
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Di Cavalcanti

Brasil em 4 fases II - Di Cavalcanti
Escrito por Caio Carmacho às 11h44
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Reflexos
Poça
Pedra
Tibloung blong
A água espelho rachado salpica pingos que são pedras preciosas que são vidro são aço são água
Pingo pingou a floculação de bolhas subiu a superfície espelho estalou bolas borbulhando
CONCÊNTRICOS
anel os anéis mais anéis amassando alongando
uma paisagem que se desloca centrífuga tremida sa-cu-di-da
Brilhos prata coriscos riscos prismas
Telhados moles aplastam-se misturando-se às janelas molambos em oscilações tombos b a m b o s rolando no reflexo imprevisto
Onda margem schlapp plap plaff
O círculo abre afasta-se fecha vai vem com preguiça mo - le - men - te
Os telhados bêbados tentaculisam cumieiras as chaminés virguladas são serpentes que se imobilizam devagar devagar
O polvo de ouro recolhe os braços desemaranha-os e como uma pasta resume-se bola SOL
Janelas
parando
parando
paradas
pregadas
no espelho achatado das águas pesadas.
Pedro Nava
Escrito por Caio Carmacho às 10h19
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