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Você & Eu
(para o suburbano coração e para juó de bananére e para chacal e para)
copo de geléia espelhando o fusca ladrão de galinha no pasto novela de pijama e os ursinhos do fofo amaciando a roupa.
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so un páçaro i vivu avuano mas tem você q’eu amo tanto q gosta tanto quando abrevio torquato (tqto) você & eu bordado num pano de prato.
Bruna Beber
Escrito por Caio Carmacho às 17h02
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- Meu Herói
Pinto as unhas os olhos e o coração de preto encho os pulmões de fumaça e ar esperando o dia em que o Batman vem me salvar
Greta Benitez
Escrito por Caio Carmacho às 15h01
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Findetudo (ode ao homem quinta-feira)
Saiu no jornal:
Mataram a poesia E ninguém se importou
Mataram o poeta E só a mãe chorou.
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h26
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VENTRAVA ESTRELAS
Ventrava estrelas
e azul teu cheiro
e cheiros
beiravam pregas
de luz de pele
e enchiam o
cosmos um corpo
que se beijava
por inteiros
Poeminha poemeto
Poemeu poesseu poessua da flor
a brisa
a luz
o calor
tateiam
bolinam a flor
quase vexada
e ela, voláteis,
perfumadas de cor de rosa
aos poucos
vai abrindo as pérnalas em vãos
num copo à janela.
Décio Pignatari
Escrito por Caio Carmacho às 17h19
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Mimosa
Quando ela mugia eu relinchava! Se ela latisse, Aí eu miava! Se ela zunisse então eu piava!
Amor impossível paixão incapaz! Se ela gozava eu gritava ai!
Ela, Cinderela, eu, Gargamel. Ela, a madrasta eu, o corcel.
Amor impossível paixão incapaz! Puta, bandida! Vida sem paz!
Ela, careca. Eu, Rapunzel. Ela era sal eu era mel.
Meia-hora depois eu a enterrei! Meia-hora antes a estrangulei...
Vaquinha, vaquinha... por que me abandonaste?
Olímpio de Moraes Rocha
Escrito por Caio Carmacho às 11h38
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- Barrococó
Fui até o bar roco lamber as pretas tetas da palavra-poema de nome lascivo e purpurina
Lamber de vez essas tetas putas, essas tetas pretas de nome lascivo, volúpia e purpurina...
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 11h48
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Onde anda o meu amor
sambando?...
Escrito por Caio Carmacho às 20h02
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Queria pular no poço, mas não posso. Só te peço que ela possa pular na poça e fazer a peça sem que impeças. E não tropeça neste espesso e longo espaço. Ignore o impasse e siga o compasso.
Michelle Mimmy
Escrito por Caio Carmacho às 10h32
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- Dê Hit vários juros
Fiz um hit pra irritar me fudi me irritei
enganado, me enganei
Pago agora quieto fosse errado ou certo com a bosta beat que inventei
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 10h43
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Não tenho modéstia
A modéstia nada mais é do que
uma fórmula inescrupulosa de auto-elogio.
(Val Borges - Rio, 02-10-05)
Escrito por Val Borges às 19h19
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Evoé
Primavera! — versos, vinhos... Nós, primaveras em flor. E ai! corações, cavaquinhos Com quatro cordas de Amor!
Requebrem árvores — ufa! — Como as mulheres, ligeiro! Como um pandeiro que rufa O Sol, no monte, é um pandeiro!
E o campo de ouro transborda... Ó Primavera, um vintém! Onde é que se compra a corda Da desventura, também?
Agora, um rio, água esparsa... Nas águas claras de um rio, Lavem-se penas à garça Do riso, branco e sadio!
E o dedo estale, na prima... Que primaveras, e em flor! Ai! corações, uma rima Por quatro versos de Amor!
Pedro Kilkerry
Escrito por Caio Carmacho às 17h31
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Oração de causa e sossego
Palavras se lançam ao léu na esperança, espero que os corpos que as condensam se abracem e se abram em asas que contemplem o céu
Tomando cada qual seu rumo na inominável vastidão celeste
Que toda palavra-pássaro se mostre livre e jamais engaiolada na superficialidade das coisas do mundo
Que voem tão alto ao ponto de se perderem da visão
Que tenham liberdade no meu e no pensamento de todos que por fim existem
Espero que as palavras sejam mais que nada, não sou mais que nada, nem fui
Que sejam tudo aquilo, posto que tudo aquilo que se abre, alongasse e vai
Além,
Amém!
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h15
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Amor de Dicionário
Incomensurável
como meu amor
Indivisível
esse amor
Incombinável
com outro amor
Incomestível
sem sabor
Infinitivo
do verbo amar
Infirmar
as mentiras
Inflexível
minhas palavras
Infrato
meu coração
Inexplicável
minha paixão
Intangível
Você.
Edson de Moura
Escrito por Caio Carmacho às 16h56
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- Meia furada
São trinta, trinta e cinco centavos
trinta e cinco segundos
trinta, trinta e tantos avos desesperados...
Essa meia furada sou eu
porisso amor, não me ligue a cobrar
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 15h40
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