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Estou cansado deste barulho sem cadência, Dessa ausência de melodia nas coisas. Me canso do desatino e da idiotice que insiste em não ser lírica, em ser simples em ser pouco.
Estou cansado mesmo dessa vida onde só a tristeza parece ter ritmo e bossa. Estou puto da vida, por dançar sozinho no salão. Nem os músicos vieram.
Dalton Campos
Escrito por Caio Carmacho às 11h55
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Nem eu nem o diado
Teu amor pálido não me cativou porisso lhe dei aquele perfume que tu gostou e aquele bagulho de mau hábito pra ver se além do bigode tu melhorava o bafo
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 13h07
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ANIVERSARIEI

Só pra vocês saberem.
Rá!
Escrito por Caio Carmacho às 10h49
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Com açúcar, com afeto
Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto Pra você parar em casa, qual o quê Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito Quando diz que não se atrasa Você diz que é um operário, sai em busca do salário Pra poder me sustentar, qual o quê No caminho da oficina, há um bar em cada esquina Pra você comemorar, sei lá o quê Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto Discutindo futebol E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias Coloridas pelo sol Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo Você vai querer cantar Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo Pra você rememorar Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança Pra chorar o meu perdão, qual o quê Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida Pra agradar meu coração E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado Quando for me aborrecer, qual o quê Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato E abro os meus braços pra você
Chico Buarque
Escrito por Caio Carmacho às 17h53
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não comi nada antes de te escrever meu estomago atual é a puta ou a causa do enjôo reticente
a falta da mão deslizando pelo braço o dissolver da nuca o calor cego calam o gesto mais simples:
o encontro depois da água gelada o deitar nu o resumo do dia
a ausência exilada e mais ainda me deixa uma dor baldia
Lorena Poema
Escrito por Caio Carmacho às 14h16
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FLOR DO TEMPO
Flor do tempo que me segue na rua deserta, há luz na lua e meus dedos conhecem os trejeitos de suas pétalas. Flor do tempo que me seduz, são negras suas pernas e brilhantes seus seios que me quer mostrar. Flor do tempo, é velho o mundo - mais velho o desejo, que dorme bêbado em meus braços.
Pedro Cesarino
Escrito por Caio Carmacho às 09h23
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Corpo solto
bebi bastante
suei feito condenado
cantei meu sambinha
descendo a Independência
cansado, comum, desgraçado...
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 09h20
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high-cai
um homem
sua barba
o bastão e a poesia
nossos escritores já não comem
salada de batatas como
Solomon comia.
Marcelo Noah
Escrito por Caio Carmacho às 10h16
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Discotecas Help
Todo traveco da Atlântica é como um carro de farol desregulado com silicone fosco na lataria e duas luzinhas vermelhas piscando no rabo.
Bruna Beber
Escrito por Caio Carmacho às 10h13
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Refazendo tudo Refazenda
Refazenda toda Guariroba
Escrito por Caio Carmacho às 11h35
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Bandeira Pós-Moderno (Take 1)

Vou-me embora pra Manhattan, lá sou amigo do Ray. Tenho a trombonista ruiva e uma terapeuta gay.
Eudoro Augusto
Escrito por Caio Carmacho às 10h58
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Poema do adeus, ou quase
Confesso que cansei, queridas minhas
de eu-te-amos e outras baboseiras:
boquetes, sessenta-e-noves, sodomias
gosmas, porra, pentelhos na garganta.
Adeus promiscuo corpo d’outrem em minha cama
hálitos, baba, roncos, alheios peidos
e ai, meu Deus, perder meu pau no poço fundo
da vagina com seu design o mais bizarro.
E aos engraçadinhos que insinuem veadagens
retruco que o caralho é muito mais escroto
e no entanto as mais finas damas proferindo:
Oh, que belo, deixa eu pegar, ai, enfia tudo.
Mas não, sinto muito, ó damas minhas
foi bom enquanto durou, do verbo ficar duro
agora tamos os dois, o pau e eu, ensimesmados
recolhidos às delícias puras do espírito:
Solidão, silêncio, deitar atravessado
na cama de casal a sofisticação da castidade
ouvindo no breu da noite a chuva na vidraça
antegozando o ser absoluto do não-ser.
Mas antes uma visita ao palco mor dos sonhos
e eis que nele baixa o amor perfeito
com seu rosto e corpo múltiplos e volúveis
seios mais do que perfeitos e mimosas bocetinhas.
E eis que se rebela o meu pau inconsciente
príncipe das trevas, sua seiva jorra no infinito
qual Via Láctea, punheta d’alma & Companhia.
um sacrifício às mais formosas e divinas musas.
Sérgio Sant'Anna
Escrito por Caio Carmacho às 10h43
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Saquê é ai

fu gaz
é
a
rup tura
da lógica com a Lua
o de se nho caído
arcO ponto
e fuga
no silêncio dOriente
o arroz da cura
curvadamente
torna a mente
paisagem turva
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 11h05
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