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POLÍTICA LITERÁRIA
O poeta concreto discute com o poeta processo qual deles é capaz de bater o poeta abstrato.
Enquanto isso o poeta abstrato tira meleca do nariz.
Cacaso
Escrito por Caio Carmacho às 12h21
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Sobre a prisão
Não tenho cadernos. Tudo o que escrevo, escrevo nas paredes do meu quarto. Se é para estar presa, que seja entre quatro poemas.
Rita Apoena
Escrito por Caio Carmacho às 10h07
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vim porque sou assim se topei tá topado me descole mais um gole que eu te mostro outro cenário viro sua alma do avesso e pulo de cima do armário faremos amor e poesia rasgaremos o calendário...
Symon Days
Escrito por Caio Carmacho às 12h37
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NO PORTA
re peat indo
cansei
dimagens
polares
repetidas
prefiro
polar oids
des cool adas
color idas
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 15h51
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APAGADOR DE PROMESSAS

Falei que ia escrever um barato sobre a Flip e fi-lo.
Tá aqui.
Mais ou menos isso.
Linkado na imagem e em aqui
Escrito por Caio Carmacho às 14h48
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Escute o teu próximo. É na entrelinha do discurso que ele se revela
(Rio, 27-7-06)
Escrito por Val Borges às 19h24
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CEP 20.000

Pra quem não conhece, CEP 20.000 é um grupo carioca formado por diversas pessoas, autistas ou não, que tem como foco a poesia e suas diferentes formas de interpretação, ejaculaçãoral.
A proposta é aberta à todos, de forma que se você escreve, pode participar de boa dos encontros.
Nesse cd você encontra entre alguns figuras, o porra doida que encabeçou a zona toda, Chacal, seguido de Cazé Peccini, Fausto Fawcett, Rogério Skylab, Vulgue Tostoi, Michel Melamed entre tantozoutros.
Esse cd veio numa Revista Trip cujo número, não faço idéia de qual seja.
Podem mandar bala que é maneiraço.
Linkado na imagem e em ejaculaçãoral
Escrito por Caio Carmacho às 18h21
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OLALÁ!

Pô aí, tô felizão.
Aquele Poema Tijolo queu tinha gravado de bobeira tempinho atrás, teve uma repercussão maneira e faz parte do último bloco do programa dessa semana da Rádio Caos.
Os planos de dominação mundial tão aê na atividade!
Huaiahuiahuiahia...
Linkado na imagem e em Rádio Caos
Escrito por Caio Carmacho às 09h16
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Cultivando Poema
Venha rifada
chuva molhada
transformar
traduzir
transmudar
a livre flora lisa à forma prosa e lis
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h20
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de um fragmento
1_
de um fragmento de osso produzir a agulha para costurar as palavras no céu da boca e com cuidado arrancar as estrelas que insistem em ficar entre os dentes
desfiar o lóbulo da orelha com estilhaços de vidro e urdir uma escuta refinada com aço cirúrgico e ouro
2_
descobrir que a palavra desejo não se agrega com pouco barro e produzir o estrondo secular das pernas traseiras dos grilos
colocar dois dedos na vagina úmida e quente e testar a temperatura das fogueiras que queimaram o dom e o prazer do ser feminino
que ser homem é carregar a aspiração de sempre retornar a úteros escuros descer as mais profundas fendas e cavernas e que morrer é se vestir de terra para que uma mãe telúrica venha nos afagar os cabelos
3_
olha como choram os meninos apartados como colam os dedos e arrancam a pele sem meditação que arranham o couro do peito feridos de tanto sal e sol
e retalham o horizonte com tesouras sensatas e puxam fio a fio produzindo um novelo recosendo o céu com agulhas de ossos humanos
Edson Bueno de Camargo
Escrito por Caio Carmacho às 14h19
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NOTAS DE BORDO

Depois que o álcool der uma baixada, prometo mandar um comentário sincero sobre a Flip 2006.
Té lá, fica a saudade da terrinha e dazamizades eternas.
Cê chupa?
Escrito por Caio Carmacho às 11h57
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Lascívia
Minha feminilidade está no meio de minhas pernas.
Com essa concavidade escura, quente e úmida, domino,
convenço, destruo e construo.
Manipulo.
Manipulo com minhas mãos ágeis o que minha língua
Não consegue guardar ou convencer.
E uso minha boca hábil para impor o silêncio, a concordância e o consentimento.
Consinto que pensem que estou à disposição
Que sou parque de diversão
Transgressão e perversão.
Perversão, lascívia e dor.
Dor prazerosa, consentida e às vezes mentirosa.
Geralmente prazerosa.
O prazer de meus cabelos que são crina que são rédeas
Suas mãos que são esporas
E a falsa dominação.
Minha feminilidade está nas ações entre linhas
Na erotização do dia-a-dia, da dor e das trivialidades.
Lascívia no café da manhã.
Luxúria na lavagem da louça.
Obscenidades na secagem dos pratos.
A mesa da cozinha é o cenário ideal para libidinagens.
Comensais, vamos nos jantar.
Minha feminilidade está em ver que o outro acredita
na volúpia que vislumbra no meu olhar.
Minha feminilidade na verdade é masculina:
Monossilábica, evasiva e apaixonada pelo poder.
Poder físico. Dominação. Controle.
Animal do sexo feminino.
Não se engane com meus cílios longos,
Meus cabelos compridos
E minha voz delicada, quase irritante.
Gosto mesmo é de uma boa foda.
De um rapaz que me coma
de quatro no ato
e me acalme os sentidos.
Priscila Andrade
Escrito por Caio Carmacho às 12h17
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