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20 anos recolhidos
chegou a hora de amar desesperadamente
apaixonadamente
descontroladamente
chegou a hora de mudar o estilo
de mudar o vestido
chegou atrasada como um trem atrasado
mas que chega
Chacal
Escrito por Caio Carmacho às 17h25
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TAMBORINS ENVENENADOS, TAMBORINS ENVENENADOS...

Aos assíduos frequentadores-oras deste brógui, deixo aqui os meus mais sinceros votos caiçaras dum Natal roquenrou e um ano novo rural, plural e fila da puta!
Tomara que vocês já estejam muito locos!
E que venha 2007 e pule em nossos peitos!
Rá! Beijo enorme seus putos!
Escrito por Caio Carmacho às 16h52
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- em: compatibilidade de gênese
que seria do verdadeiro artista se não houvesse em seu pedigree
sonetos feito calotas polares
a se diluírem no mais veterano, no mais caetano uísque?
onde enfiaria os compromissados comprimidos antidepressivos
e suas autistas distrações de vida?
em que parte das composições tropicalistas poderia se alumbrar um impassível risco
de não se perder em meio a tantas belezas naturais, bethânias em desvarios?
* Hic! whisky at wisnik-iqui-iquis...
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 11h37
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Um louco, outro louco
(Ao louco da Getúlio Vargas)
Um louco,
Desses urbanos que trafegam suas desgraças e mazelas
Pelos bancos crus dos dias úteis
Jorra pela boca afora uma porra verbal para os ouvidos reticentes
Dos miseráveis menos desditosos
Que vasculham pela urgência do tempo
Afim dos tostões da sobre-vida
Enquanto o sol das treze horas
Queima os cérebros entrementes
E projeta a sombra franzina e raquética
Que incondicionalmente persegue todos estes
Como a morte inprevista e exata
Há algo lascivo e cristão
Na boca fétida deste trapo
Que emerge como bactéria
Progenizado na indiferença
E no orgasmo de quem padeceu de fome
Do outro lado da via
Surge outro homem de gravata enrugada
Que enforca-lhe o pescoço
Sobre uma veste cansada
Proclama em alta bravata
O paraíso de um deus banalizado e menos sóbrio
Que o câncer que lhe fode os órgãos
Miserável que espera pelo dia do apogeu
Um lindo dia de São Nunca
O louco vacila em acreditar
Na utopia lhe rasga os tímpanos
E finge encher a barriga
A esmo da alma que padece no esquecimento
Como fez com a puta que o pariu
Nessa pátria maadrasta e pouco gentil
E assim,
Os dois vivem mais uma tarde no inferno
Esperando o grande dia
Do não-eu e o não ser pra sempre.
Rogério Santos
Escrito por Caio Carmacho às 16h08
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5 Dias Para Morrer

morreremos loucos, Ana os sapatos novos em cima da mala — mala notte o dia, a pior foto: olhos úmidos no vídeo flashbacks: a virilha imunda do marinheiro os eletrodos frios nas têmporas as pílulas coloridas peixes num aquário cujo vidro quase se quebra toda vez que o tocamos
sim, Ana morreremos loucos mas esta noite dormiremos juntos
Ademir Assunção
Escrito por Caio Carmacho às 10h57
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Porção para dois
Amar é substância estranha, insuficiente quando não boba, desnorteada
porque antes de tudo é palavra avulsa, solta no boçal da boca louca
vai se metendo em tudo quanto é brecha – clara e escura
por presságio, quando damos conta do estrago, já era
virou coração viajado
e uma romântica porçãozinha de frango à passarinho
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 15h33
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VVVVVVVVVV VVVVVVVVVE VVVVVVVVEL VVVVVVVELO VVVVVVELOC VVVVVELOCI VVVVELOCID VVVELOCIDA VVELOCIDAD VELOCIDADE
Ronaldo Azeredo
Escrito por Caio Carmacho às 13h25
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Nocaute
exagerei no decote sapequei-lhe um verso de goethe saí de fininho
Ledusha
Escrito por Caio Carmacho às 12h24
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Dentro de mim mora um anjo
Quem me vê assim cantando não sabe nada de mim dentro de mim mora um anjo que tem a boca pintada que tem as asas pintadas que tem as unhas pintadas que passa horas a fio no espelho do toucador
dentro de mim mora um anjo que me sufoca de amor
Dentro de mim mora um anjo montado sobre um cavalo que ele sangra de espora ele é meu lado de dentro eu sou seu lado de fora Quem me vê assim cantando não sabe nada de mim
Dentro de mim mora um anjo que arrasta as suas medalhas e que batuca pandeiro que me prendeu nos seus laços mas que é meu prisioneiro acho que é colombina acho que é bailarina acho que é brasileiro
Cacaso
Escrito por Caio Carmacho às 17h58
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PANETONE HIPPIE

envaideço essa tendência suicida
esse natalino noise avesso
pego pílulas de todas as cores: fatal arco-íris
pra sabotar em um momento
todo aquele mor amor que guardo pelo mundo
agouro mudo
na paciência-bomba de ser feliz
em meus platonismos absurdos
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 11h11
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