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A mulher é poesia divina em movimento
quando interajo com esta mística criatura e libertados são meus cinco sentidos
viajo pelo mundo da magia e acontece o milagre da materialização em versos de meu pensamento
Valter Montan
Escrito por Caio Carmacho às 09h34
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24 ANOS, 24 DE JANEIRO

Tô fudido.
Hauiahuiahiua...
Bom pessoas, hoje é meu aniversário, mas o baque mermo rola no sábado, dia 27.
Pra maiores informações, só clicar na imagem abaixo ou aqui:

Apareçam nessa paradaê, porra!
Escrito por Caio Carmacho às 13h03
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Noitada
vão-se ossonhos fica

ozzzzzono
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 15h33
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last blues
não espalho
mas ando triste pra caralho
Mário Bortolotto
Escrito por Caio Carmacho às 15h29
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Sobre espelho e sabonete
Com a réstia de sabonete ele escreve em seu abdômem
um nome que desencarde a podridão que agora escoa pelo ralo.
No espelho franco, onde o embaço do vapor tenta esconder
o beijo leporino, lhe mostra o homem limpo.
De nariz assoado, que com sua mão alisa o rosto perpetuado
pela hereditariedade de seus pais.
Não se barbeará hoje, pois acredita que certas ofensas devem
ser nítidas e falhas.
Escova os dentes de segunda mão com pasta que espuma demais.
Desconfiado, lê o rótulo e se certifica que o modo de usar
não inclui giletes.
Escarra forçado.
Cospe como se tivesse um marulho fervido em sua boca.
Se teatra com bicos e caretas e se vê pronto.
No mais, para o que vão pensar dele,
está cagando e andando.
Flávio de Araújo
Escrito por Caio Carmacho às 15h24
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Quando Richard Cory ia à cidade, As pessoas na calçada se voltavam para ele; Era, da cabeça aos pés, um cavalheiro, Os traços nítidos, senhorialmente esbelto.
Sabia vestir-se, mas sem afectação, Quando falava era sempre muito humano; Todavia, o coração acelerava-se ao ouvi-lo dizer “Bom dia!” E ao andar dir-se-ia que tinha uma auréola.
Era rico, sim, mais rico do que um rei E admiravelmente destro em todas as artes; Nós, enfim, não nos cansávamos de supor Que estar no seu lugar seria mais do que um sonho.
E assim trabalhávamos, aspirando à luz, A maldizer o pão, vivendo quase à míngua; E, numa calma noite de estio, Richard Cory Foi para casa e estourou os miolos.
Edwin Arlington Robinson
Escrito por Caio Carmacho às 13h49
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Vampira
obstante essa vidinha casta e enrustida
te vejo como a um morcego de boca rouge,
que em pleno vôo esgarçado me atormenta em seu vestido noturno de baile
- arrastado entre passinhos marotos no salão principal -
tudo me soa tão démodé
essa franja, esses teus adornos de filme PB
de repente * frio na espinha*
você me olha
nosso gozo não se toca
mas sinto que sem uma boa chupada
vou ficar só na derrota
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 11h55
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Visão no Branco
À noite acordo banhado em suor com uma tosse que me aperta a garganta.
Meu quarto é muito pequeno. Está cheio de arcanjos.
Eu sei: amei demais. Enchi corpos demais, usei muitos céus cor de laranja. Desconfio que vão querer me fumigar com incenso.
Meu quarto está inundado de água benta.
Eles dizem que eu sofro de gota – de água benta. E isso é mortal.
Minhas amadas me trazem um pouco de cal nas mãos que eu beijei.
Chega a conta dos céus laranja, dos corpos e do resto.
Não posso pagar.
Melhor morrer – eu me reclino.
Fecho os olhos.
Os arcanjos aplaudem.
Bertolt Brecht
Escrito por Caio Carmacho às 09h47
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nos meus olhos o reflexo da vontade o marejo do desejo
nos pensamentos a vontade de achar procurar o inesperado sair na noite vagando
em você o pensamento viaja a musica não para os olhos não fecham
ter você é mundo transversal viagem espiritual prelúdio classico de uma obra inesperada
com você é desejo constante...
Edson Moura
Escrito por Caio Carmacho às 08h46
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SEGUINDO A PROCISSÃO

O primeiro podcast de 2007.
Vai vendo, vai vendo...
Tumara que gostem.
Abraçon!
Linkado na imagem em primeiro podcast
Escrito por Caio Carmacho às 20h30
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marina
agora espera o último metrô triste como uma romena com essa imitação de pele fedendo a dreadlock que vestem as atrizes que há muito não são convidadas pra um teste você me disse que nunca chupou um pau por medo de ser acertada na nuca por um telefone antigo hitchcokiano e acabar como uma cantora de um hit só “lembra da nika costa?” ao contrário do que você disse aos meus amigos que se vangloriam como garotos embriagados numa cidadezinha pacata de já terem penduradas em seus pentelhos suas lágrimas como gotas de orvalho que amanhecem na grama após uma noite de fog ok agora fica aí e espera o último metrô fechando o casaco e cruzando os braços pra mantê-lo fechado como uma vovó saindo da cama pra mijar no meio da noite talvez isso te dê um quê de protestante talvez isso te faça parar no acervo da get image
Sergio Mello
Escrito por Caio Carmacho às 14h32
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Essa moça tá diferente

Essa moça tá diferente Já não me conhece mais Está pra lá de pra frente Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida A se supermodernizar
Ela só samba escondida Que é pra ninguém reparar
Eu cultivo rosas e rimas Achando que é muito bom Ela me olha de cima E vai desinventar o som
Faço-lhe um concerto de flauta E não lhe desperto emoção
Ela quer ver o astronauta Descer na televisão
Mas o tempo vai Mas o tempo vem Ela me desfaz Mas o que é que tem
Que ela só me guarda despeito Que ela só me guarda desdém
Mas o tempo vai Mas o tempo vem Ela me desfaz Mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito No fundo, ela ainda me quer bem
Essa moça tá diferente Já não me conhece mais Está pra lá de pra frente Está me passando pra trás
Essa moça é a tal da janela Que eu me cansei de cantar E agora está só na dela Botando só pra quebrar...
Essa moça...
Chico Buarque
Escrito por Caio Carmacho às 11h18
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filme
oito lances de escada contra um elevador e o vizinho chegando cansado do trabalho
sacudindo as chaves pras banhistas, a entrada mais vazia que a saída de emergência
interfones campainhas assovios palmas portas e todas as tecnologias antes do primeiro olhar
a partir daí não pode mais separar calor e frio e o inútil do incrível de um encontro inesperado
sorri, você sorri também olhos iluminados se aproximam assim como os corpos se aproximam, estão frente a frente
trocam oi oi, tudo bem, trocam risos se põem lado a lado preferem ser apenas amigos.
bruna beber
Escrito por Caio Carmacho às 08h50
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