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A invisível cicatriz
nascer é ser novinho em folha e já deixar cicatriz
viver é cobrir os outros de cicatrizes e ser coberto
mas nem tudo são cicatrizes
algumas incisões definitivamente não se fecham
por isso aliás morremos
Ruy Proença
Escrito por Caio Carmacho às 13h15
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de uma às seis
eu parada sou soldado de chumbo braços para trás unidos pelas mãos um fio imaginário que suspende a cabeça e ergue o queixo aristocrático sorrio quando alguém me sorri ou não, de cara fechada pouco importa sou sempre amável o senhor quer ajuda? me ofereço quando faz sol lá fora ou não, lendo repetidas vezes as orelhas dos mesmos livros.
Alice Sant'Anna
Escrito por Caio Carmacho às 12h58
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ex-foliador

O carnaval virou um ovo numa segunda-feira feia e nublada
em que meu bloco largou as trombetas e máscaras
abraçado às caretas, esqueceu-se das tetas
e foi se encontrar com farmacêuticos e tabeliões de notas
dei adeus à porta bandeira do coração e da glória
das etéreas cinzas do éter, tive pena ao relembrar uns bons suspiros
dessa coisa instigante e insólita edifiquei uma curta vitória
fiz o que fiz - limpei meu pau na cortina da memória
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 12h29
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A chuva nos cabelos
A chuva molhava os seus cabelos, A chuva descia sobre os seus cabelos Voluptuosamente. A chuva chorava sobre os seus cabelos, Macios, A chuva penetrava nos seus cabelos, Profundamente, Até as raízes!
Ela era uma árvore, Uma árvore molhada E coberta de flores.
Augusto Frederico Schmidt
Escrito por Caio Carmacho às 08h44
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- Fim de papo
vou te dizer o que de mais prosa existe em poesia
é
viver a vaia, viver a vida
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 10h25
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Românticos

eu quis ela quis
kisses
Reynaldo Sanchez
Escrito por Caio Carmacho às 14h23
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Versos de orgulho
O mundo quer-me mal porque ninguém Tem asas como eu tenho! Porque Deus Me fez nascer Princesa entre plebeus Numa torre de orgulho e de desdém!
Porque o meu Reino fica para Além! Porque trago no olhar os vastos céus, E os oiros e os clarões são todos meus! Porque Eu sou Eu e porque Eu sou Alguém!
O mundo! O que é o mundo, ó meu amor?! O jardim dos meus versos todo em flor, A seara dos teus beijos, pão bendito,
Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços, São os teus braços dentro dos meus braços: Via Láctea fechando o Infinito!...
Florbela Espanca
Escrito por Caio Carmacho às 09h51
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