efêmero
Foi o tempo
Que a bossa era nova,
Que vestidos eram moda
E o querer de Maria querido
Foi a época
Daquilo que se copiava
Acabar virando livro
Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 09h54
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Missão diplomática na China (pianíssimo)
Onde pousar a palavra? Como se a caneta fosse a asa de uma xícara de porcelana rara que eu estaria a segurar com todo o cuidado no ar. Do ar ao pires, podemos, ou não, espatifar a dinastia Ming. Delicadamente.
Camila do Valle
Escrito por Caio Carmacho às 09h45
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vida minha diva vida minha dúvida vida minha dádiva vida minha divina dívida com o nada
joão mognon
Escrito por Caio Carmacho às 09h39
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Flor essência
Lanço os dados que me restam, fosse a vida morna assim disposta em fatias numa bandeja ornamental de acaso e caos. Queijo e sorte são crianças na multidão (uns tem, outros não). Numa sinuosidade de ato, a vi como uma nau leve e extasiada de calmas. Um refrão interrompido por alguém que se precipitou em sua crua alegria. Ela veio toda precisa, senão toda necessária em sua curtida saia de flores e sorrisos, hipnótico riff de guitarra. Senti nos olhos e nas mãos a força calibre do momento: são raros momentos em que a beleza nos mata só para ver como morremos. Ba la ço no peito, a perfeição. Ser gentil não convém aos egoístas, nem a mim. O sangue latino inquietava os cigarros no bolso. O jogo dos gestos encenados, os cigarros e copos plásticos, o cenário de passagem. Nada que me distraísse fugia à flor essência daquele rabo. Chamei-a Roseta. Roseta única e maior que qualquer religião. Naquele carnaval sem data, Roseta filha da puta, destruiu meu coração.Caio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 17h11
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EL INFANTE ANDALOU Chacal
Escrito por Caio Carmacho às 08h33
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(Da sutileza dos poros, a imersão) Sugiro um mergulho ou a cáustica fotografia de meus retalhos desmesurados à tua esquina. Sugiro-me assim, distante. Dos faróis que flertam com meus insultos olhos, bebo a metade. Salivo teores insones temo voltar. Fico às bordas da angústia insalubre do copo quebrado da mancha roxa sobre o tecido leve do vento impuro. Eu vejo, cansado e calado claustro, o desespero: diante da porta, visto e guardo chuvas.lorena poema
Escrito por Caio Carmacho às 12h48
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colo de kyoto o fim do mundo é boato, lance de mercado inferno pra vender bóia ideologia & lorax o mundo não é feito de estatística nem de amazônia nem de alarme é coisa mais delicada que os índices de pesquisa tipo um sussurro - disca aí meu número que eu te conto: é só o começo da medida o início da festa a ante-sala pro quintalLeandro Lascado
Escrito por Caio Carmacho às 12h39
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PROFANA A cor do amor é branca, e o amor tem uma covinha do lado direito do rosto e o amor me olha como alguém que jamais vai tirar a minha calcinha e gozar o céu dentro de mim. O amor sempre vai me olhar como se eu estivesse num altar de papel. Para o amor, eu sou uma rima e rima não tem vagina. Para o amor, eu sou uma ode com uma ode ninguém fode. Eu sou um verso alexandrino jamais tocado pelo herdeiro deste nome. Eu sou a palavra, e a palavra, a palavra é Deus Deus ninguém come, mas, será que beber pode?Bárbara Lia
Escrito por Caio Carmacho às 11h52
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RUA DA PASSAGEM Não divulguei de cara porque botei fé nenhuma nesse lance do Val tocar um blog sozinho. Justo ele perdidão de tudo na hora de logar e postar algo neste aqui mesmo. Desistente por natureza... Dei duas semanas pro naufrágio. . Agora somados três meses ativos e a carne rija e edificante da matéria poesia (ainda que não seja atualizado diariamente), me fez e me faz morder dos beiços aos grandes lábios. Recomendo-o assim porque não há outro jeito: uma beleza sobrepõe outra nessa altaneira necessidade de sermos somente sementes caiçaras a brincar em uma grande ciranda Apresento-lhes Val Borges, o ser mais sincero e foda que conheçoPara acessar o blog é só clicar na imagem ou aqui
Escrito por Caio Carmacho às 10h29
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A estrela
Gatinho, meu amigo, fazes idéia do que seja uma estrela? Dizem que todo este nosso imenso planeta coberto de oceanos e montanhas é menos que um grão de poeira se comparado a uma delas Estrelas são explosões nucleares em cadeia numa sucessão que dura bilhões de anos O mesmo que a eternidade Não obstante, Gatinho, confesso que pouco me importa quanto dura uma estrela Importa-me quanto duras tu, querido amigo, e esses teus olhos azul-safira com que me fitasFerreira Gullar
Escrito por Caio Carmacho às 08h31
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