A mim me gustan las muchachas putanas Mário Bortolotto
Escrito por Caio Carmacho às 16h41
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Amor Caiçara Meu amor é de maré cheia da lua caída no mar das nuvens sumidas no céu das pedras do meu andar Meu amor é canção de alegria é samba pra Iemanjá igreja lotada aos domingos é amor pra se amar Meu canto cantado aqui é prosa de oxalá lamentos do baixo-rio festejos de alto-mar O pescador caiçara foi-se desatinado, deixou seu amor na terra mudou-se pra dentro do mar, No balanço das águas claras ao encontro de Iemanjá perdeu-se das coisas daqui acostumou-se com as coisas de lá Esse amor de maré cheia É amor pra se cantar, Um amor que se perdeu Nas ondas profundas do marEdson de Moura
Escrito por Caio Carmacho às 13h07
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- Cabeça a prêmio de antemão, tu me decifrava e eu te adivinhava porque assim somos pequeno, pequena óbvios demais sinais que se deduram nos olhos circunspectos do candidato a capatazCaio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 12h36
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DESAPARECIDO
Na hora certa desço do carro e apago a luz. Ninguém saberá dessas coisas que nos comovem. Não vão nos chamar de velhos calhordas e isso é o que importa, isso é o que importa, meu bem.Bruno Brum
Escrito por Caio Carmacho às 12h32
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Ofíssio Para Juó de Bananére tegno muinta duenssa na cabessa, seo doteau mim diçe ogi ditardi faleau quieuera dirligado dirlumbrado pertubado et sognadô eo retrukay di todo geito maizele foi logo jogäno a cupa na puezia eu fiquei um poco puto, çabe, afinau dicontas, a cupa é çempre dela dela, quina verdad eh lhynda quinumienxhe a auma di prédas nem muédas, çó frores.bruna beber
Escrito por Caio Carmacho às 13h39
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espantalho descarado
ando assim tipo um erro flácido ambulante sem êxito, hesitante disco riscado fora de catálogo no pó do instante ando assim oco, uma crosta vodu cansado que com a sorte nem mais dialoga — diamante ando assim sem linguagem sem faro, espantalho fora de foco ando assim mais opaco que olímpico esquivo, íntimo, insípido um mastodonte pensando desamparado aspirando a paralelepípedo ando assim meio buster keaton um tanto de lágrima hasteando o riso ando assim raso indiferente me divertindo um bocado eu ando mijando no poste porque o banheiro está sempre lotadoMarcelo Montenegro
Escrito por Caio Carmacho às 13h05
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- Caixa alta
não tenho feitio para explosões prefiro polinizar palavras a polemizar situaçõesCaio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 09h44
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Olho de lince Quem fala que sou esquisito, hermético É porque não dou sopa, estou sempre elétrico Nada que se aproxima nada me é estranho Fulano, sicrano e beltrano Seja pedra seja planta seja bicho seja humano Quando quero saber o que ocorre à minha volta Ligo a tomada, abro a janela, escancaro a porta Experimento, invento tudo nunca-jamais me iludo Quero crer no que vem por aí: beco escuro Me iludo passado presente futuro Viro, balanço, reviro na palma da mão o dado Futuro presente passado Tudo sentir Total é a chave de ouro do meu jogo é o fósforo que acende o fogo da minha mais alta razão e na seqüência de diferentes naipes Quem fala de mim tem paixãoJards Macalé e Waly Salomão
Escrito por Caio Carmacho às 13h24
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Amnésias e paranóias
Eu não me recordo Se o meu representante Fez uma espécie de acordo Com alguma candidata à gestante Eu não me rememoro De ter negociado meu nascimento Mas hoje não passa de um dia remoto Entre primeiro de janeiro e trinta e um de dezembro Amnésias à parte Já que estou aqui Preciso fazer arte Pra me salvar de mim Paranóias de lado Eu estou tão certo Quanto amedrontado Do meu amor concretoTchello Melo
Escrito por Caio Carmacho às 15h38
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vida fácil a poesia na vagabunda gem não precisava de ticket nem cartão de embarque vivia vulva livre pra seguir viagemCaio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 14h09
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Hoje será ontem, amanhã e amanhã menos seremos Mauro Mota
Escrito por Caio Carmacho às 12h04
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- bagatela léia pegou minha leveza pra pesar num mercadinho o funcionário não entendeu a valia daquilo por insistência conseguimos haikais por salaminhosCaio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 08h30
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Anúncio moderno Queremos uma loirinha para servir no balcão Mas que seja bonitinha e do tipo violão Quem não tem boa aparência não vai ser aproveitada É de nossa preferência quem nunca reclama nada Mesmo que seja formada em um padrão de honestidade Feia não é indicada para a nossa finalidadeJoão Sapateiro
Escrito por Caio Carmacho às 11h29
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Arqueóloga compenetrada, mas calma, a mão desliza da barba ao peito dedicada a descobrir uma esfinge soterrada nas falhas dos pêlos por instinto a mão desce, flutua estudando cética os escombros tetânicos e as cicatrizes por trás deste grande naufrágio vai apalpando a superfície para entender melhor o que se esconde no monumental e arisco coliseu de mistério: no tesouro trêmulo da carne alheia encontrou finalmente o que tanto queria – seu mais precioso adultérioCaio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 11h57
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Serenata ... Em teus travessos olhos, Mais lindos que as estrelas, Do espaço, as furtadelas, Mirando o escuro mar, ... Em teu olhar tirânico, Cheio de vivo fogo, Meu ser, minh'alma afogo De amor a suspirar. . Se teus encantos todos Eu fosse a enumerar!... . ... Desses mimosos lábios Que ao beija-flor enganam, Donde perpétuos manam Perfumes de enlear, ... Desses lascivos lábios, Macios, purpurinos, Ouvindo os sons divinos Me sinto desmaiar. . Se teus encantos todos Eu fosse a enumerar!... . ... Tuas madeixas virgens, Cheirosas, flutuantes, Teus seios palpitantes Da sêde do gozar, Tua cintura estreita, Teu pé sutil, conciso, Obumbram-me o juízo, Apagam-me o pensar. . Se teus encantos todos Eu fosse a enumerar!... . Ai! quebra-me estes ferros Fatais que nos separam, Os doudos que os forjaram Não sabem, não, amar. ... Dá-me teu corpo e alma, E à luz da liberdade, Oh! minha divindade, Corramos a folgar. . Se teus encantos todos Eu fosse enumerar!... Fagundes Varela
Escrito por Caio Carmacho às 11h07
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Composição agora que faremos ? faremos-nusCaio Carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 15h54
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Está en coma
Está en coma ¡Así que por eso me dejó plantada en esta esquina! Reflexión: es un motivo poderoso el que se eligió para no acudir a la cita Qué duda cabe Aunque cabe en el jodido fondo de mi alma el desaireRolando Revagliatti
Escrito por Caio Carmacho às 12h21
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ESTIAGEM
Após um silêêêênzio muito comprido, regresso com mais um episódio del podcast.
Oito no total... Mais dois, e ganho meu lugar na academia .
Huiahuiahuia...
Tumara que agrade.
Linkado na imagem e em academia
Escrito por Caio Carmacho às 09h51
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