NOUTRATEZ


canto a mim mesmo (fragmento 2)


Quem é que vai por aí
aflito, místico, nu?
Como é que eu tiro energia
da carne de boi que como?

O que é um homem, enfim?
O que é que eu sou?
O que é que vocês são?

Tudo o que eu digo que é meu,
vocês podem dizer que é de vocês:
de outro modo, escutar-me
seria perder tempo.

Não ando pelo mundo a lastimar
o que o mundo lastima em demasia:
que os meses sejam de vácuo
e o chão seja de lama
e podridão.

A gemer e acovardar-se,
cheio de pós para inválidos,
o conformismo pode ficar bem
para os de quarta categoria;
eu ponho o meu chapéu como bem quero,
dentro ou fora de portas.

Por que iria eu rezar?
Por que haveria eu de me curvar
e fazer rapapés?

Tendo até os estratos perquirido,
analisado até um fio de cabelo,
consultado doutores
e feito os cálculos apropriados,
eu não encontro gordura mais doce
do que a inserida em meus próprios ossos.

Em toda pessoa eu vejo a mim mesmo,
nem mais nem menos um grão de mostarda,
e o bem ou mal que falo de mim mesmo
falo dela também.

Sei que sou sólido e são,
para mim num permanente fluir
convergem os objetos do universo;
todos estão escritos para mim
e eu tenho de saber o que significa
o que está escrito.

Sei que sou imortal,
sei que esta minha órbita não pode
ser traçada
pelo compasso de um carpinteiro qualquer.
Sei que não passarei
assim que nem verruga de criança
que à noite se remove
com um alfinete flambado.

Eu sei que sou majestoso,
não vou tirar a paz do meu espírito
para mostrar quanto valho
ou para ser compreendido:
tenho visto que as leis elementares
jamais pedem desculpas.
(Eu reconheço que afinal de contas,
não levo meu orgulho
além do nível a que levo a minha casa.)

Existo como sou,
isso é o que basta:
se ninguém mais no mundo
toma conhecimento,
eu me sento contente;
e se cada um e todos
tomam conhecimento,
eu contente me sento.

Existe um mundo
que toma conhecimento,
e este é o maior para mim:
o mundo de mim mesmo.
Se a mim mesmo eu chegar hoje,
daqui a dez mil ou dez milhões de anos,
posso alcançá-lo agora bem-disposto
ou posso bem-disposto esperar mais.

O lugar de meus pés
está lavrado e ajustado em granito:
rio-me do que dizem ser dissolução
– conheço bem a amplitude do tempo.


Walt Whitman

Escrito por Caio Carmacho às 10h59
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Tô bem debaixo pra poder subir
Tô bem de cima pra poder cair
Tô dividindo pra poder sobrar
Desperdiçando pra poder faltar
Devagarinho pra poder caber
Bem de leve pra não perdoar
Tô estudando pra saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando
Pra te confundir
Eu tô te confundindo
Pra te esclarecer
Tô iluminado
Pra poder cegar
Tô ficando cego
Pra poder guiar

Suavemente pra poder rasgar
Olho fechado pra te ver melhor
Com alegria pra poder chorar
Desesperado pra ter paciência
Carinhoso pra poder ferir
Lentamente pra não atrasar
Atrás da vida pra poder morrer
Eu tô me despedindo pra poder voltar...


Tom Zé

Escrito por Caio Carmacho às 13h46
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EXPLANANDO

A partir de hoje,
algumas das minhas
poesias e afins estarão
disponíveis também no site literário
A garganta da serpente

Pra me achar,
é só procurar no índice de poetas
localizado no canto superior
do site ou no
menuzinho pessoal
linkado aqui
e na imagem.


E vamo fumaçá!


Escrito por Caio Carmacho às 09h04
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lição de casa


te olhei toda pelada
num vácuo fina-flor
nossos pentelhos se entrelaçavam
debaixo do cobertor


Caio Carmacho

Escrito por Caio Carmacho às 08h53
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PULSAR


Augusto de Campos


Escrito por Caio Carmacho às 12h41
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O PARIMENTO DE UMA IDÉIA É UMA COISA COMPLICADA

Demorou, doeu pra caralho,
mas nasceu o fila da puta.

Finalmente!

O novo episódio do podcast
Caiowas
é uma sincera
homenagem ao goodfella George Ben.

Uma seleção só com
coisas perdidas desse
grande picareta.

Só botar pra tocar
na orelha!

 

Linkado na imagem e em grande picareta



Escrito por Caio Carmacho às 13h29
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Modelo de carta para amantes suicidas


sinto muito as horas
vivas

as palavras
pouco pensadas

pesadas,


inauditas


a ponte púrpura
sem saída
rompida

corte preciso,
escoltando o lado
escuro da pêra
ao fuzilamento,
ao discernimento:

alma não é corpo

alma não é sólida

alma não é viga


luto e rebato
o branco constante
que me sobe as têmporas

com o sangue esquálido
que minhas narinas
escorrem


grito em vão no silêncio
pra ver se no vazio
dos dormitórios

de agonia
ninguém morre


Caio Carmacho


Escrito por Caio Carmacho às 09h06
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PREVERTSÃO


Entre as coisas
formidavelmente
dispensáveis
eu recito:

O mar
Generais
Cabos
Cobras
Aspargos
O cóccix
O Arkansas
As roupas
de baixo
A bolacha
O papel marché
O papel moeda
Maestros
Mestres
Contramestres
Arquimedes
98%
da poesia
O pecado original
Os realismos
Os heliotrópios
Os períodos
pós-revolucionários
Os apelos públicos
A fimose
Os anexos
O open market
Platão
Patrões
Padrões
(freqüentemente
associados)
Os tratados
A Austrália
Cabral
Parentes
Antares
Os gases cósmicos
Os ases em geral
Os detetives
Os sonetos
Os santos
Sua Santidade
Vossa Reverendíssima
O Meritíssimo Juiz
Os arcos do triunfo
Pery
Ceci
E o resto do pessoal
Fevereiro
As derrotas
Os circunstantes
O pepino
Os Arduínos
Os hinos
O luar
A Ponte Preta
As cadeias peptídicas
As cadeias tropodifusas
As lanchonetes em cadeia
As cadeias
As camisas de Vênus
As luvas de Júpiter
Os fraques de Urano
O sublime
A fecundidade
Os homozigotos
Os camaleônicos
Os pantaleônicos
Os casos clínicos
Os ciclos
De Krondatieff
A antimatéria
A geriatria
A pedagogia
A sobrevivência
da alma
A didascália
do viver
A morte
por arrependimento
E palavras
se estamos
de joelhos.


Jair Ferreira dos Santos

Escrito por Caio Carmacho às 10h01
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consciência limpa


entender o mundo
à minha volta

enquanto paradoxo arbitrário

já é um avanço
expressivo

do meu desleixo primário



Caio Carmacho

Escrito por Caio Carmacho às 16h00
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Poema da buceta cabeluda


A buceta da minha amada
tem pêlos barrocos,
lúdicos, profanos.

É faminta
como o polígono-das-secas
e cheia de ritmos
como o recôncavo baiano.

A buceta da minha amada
é cabeluda
como um tapete persa.

É um buraco-negro
bem no meio do púbis
do Universo.

A buceta da minha amada
é cabeluda,
misteriosa, sonâmbula.

É bela como uma letra grega:
é o alfa-e-ômega dos meus segredos,

é um delta ardente sob os meus dedos

e na minha língua
é lambda.

A buceta da minha amada
é um tesouro

é o Tosão de Ouro

é um tesão.

É cabeluda e cabe
linda
em minha mão.

A buceta da minha amada
me aperta dentro, de um tal jeito
que quase me morde

e só não é mais cabeluda
do que as coisas que ela geme
quando a gente fode


Bráulio Tavares

Escrito por Caio Carmacho às 14h11
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Quanto mais vela mais acesa


Um dia quando eu não menstruar mais
vou ter saudade desse bicho sangrador mensal
que inda sou
que mata os homens de mistério

Vou ter saudade desse lindo aparente impropério
desse império de gerações absorvidas

Desse desperdício de vidas
que me escorre agora mês de maio.

Ensaio:

Nesse dia vou querer a vida
com pressa
menos intervalo entre uma frase e outra
menos respiração entre um fato e outro
menos intervalos entre um impulso e outro
menos lacunas entre a ação e sua causa
e se Deus não entender, rezarei:

Menos pausa, meu Deus
menos pausa.


Elisa Lucinda


Escrito por Caio Carmacho às 12h37
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Contas a pagar



poeta
é um garrancho de existência

sempre na falência

soluços duma realidade
só dele,
belleloqüente

não se garante na marra
porque é introspectivo
dos pés a barba

poeta é aquele que não larga
a sina

por nenhum coquetel
de piña colada


Caio Carmacho


Escrito por Caio Carmacho às 10h51
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Auto-retrato para agência de acasalamento


A-
pós
a noite
em claro com
Antonioni / Plath / Radiohead
você pergunta-me
pela vida humorosa?
(cf. O. de A.)
auto-devastar-se
a única
art we master,
só nos entendendo
via subtração,
nossos encontros
fantásticos!, cavalheiros,
como anseio
por ele
que piora tudo;
horas
para arrumar-se
e no fim
este trapo?
ornam,
combinam,
caem
tão bem;
aguardo o dia
em que tudo
o que disser-me
o ventríloquo
seja a citação
de alguém algures,
como desaparecer
completamente;
nosso amor durou
quinze hematomas e
a incubação
da escabiose,
minha herança!;
quando acordei,
cada coisa em seu
lugar onde
eu, eu, eu
deixara;
ah! amar é
inter-
ferir,
salvar
se de si


Ricardo Domeneck

Escrito por Caio Carmacho às 12h06
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- mona y lisa -


regateio a cautela
com a qual me reivindica

ó péra atenção

no adoçante jogado
nos ermos castelos

nos cabelos hélices perdidas
em repetidos circuitos
sem volta

desviando-se dos mesmos
papos fumantes furados
como se urubus flanelinhas
morressem de fome

eternizando o duro efeito
roteiro mudo para borboletas
desvairadas em movimento brusco

- braço (esquerdo)
sobre a fruteira
precede qualquer jazz e gafieira -

numa contemplação,
numa comBUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
stão estrangeira
do busto dessas horas

em que a vida que corre solta
vira coisa insólita


Caio Carmacho

Escrito por Caio Carmacho às 11h09
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Falso Amor Sincero



O nosso amor é tão bonito
Ela finge que me ama
E eu finjo que acredito

O nosso falso amor é tão sincero
Isso me faz bem feliz
Ela faz tudo que eu quero
Eu faço tudo o que ela diz

Aqueles que se amam de verdade
Invejam a nossa felicidade



Nelson Sargento


Escrito por Caio Carmacho às 12h57
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- o andar mais alto

aos gatos voadores


um ato
apenas

culminante
da imobilidade

dum auto-saber,

arborizar
e se extasiar
assombrado

das azias
da vida (indigesta
autofagia)

que até em seu
momento mais
apoteótico e ressabiado

não deixa de ser
apenas
um salto breve

sobre um breve
salto


Caio Carmacho

Escrito por Caio Carmacho às 12h03
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Miramar


Acender um cigarro na praia, proteger
o difícil estertor da pequena chama. Anular
o vento na manga do teu casaco. Reter
preso entre os dedos o princípio breve
dessa efêmera combustão.


Inês Lourenço

Escrito por Caio Carmacho às 15h20
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Costume indígena



pelo que me consta,
meu pai sempre teve
manias modestas -

ainda que formulasse
metodicamente
diversos universos e teorias

porém/contudo/no entanto

há tempos trazia
no peito uma bola de aço,
um suspiro ausente
imenso

me recordo de forma crua
o seu estranho desejo

todas as noites
no quarto,
inquieto em seu leito

rasgava uma-a-uma
as fotografias desbotadas
de amigos mortos

como se assim, num ritual
de milagre

arrombasse as portas metafísicas
do espaço-tempo

devolvendo a alma vibrante
aos mais queridos sujeitos.


Caio Carmacho


Escrito por Caio Carmacho às 17h05
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