que se ofertam em idéias e ideais passados à atenção
mas os mais espertos ligam suas lanternas abrem suas vidas e veias lembram do flash da câmera esperam o transcorrer inteiro de um filme previsível só para poderem contar seu fim trágico para o amigo ao lado e interrompem o tempo e
tentam em vão furtar a história das construções devoções canções navios pedras marinhas pedrinhas padrões danças índios negros peixes plantas badulaques igrejas cachaças correntes crianças e
etcetcetc
como se para ser legal, primeiro tivéssemos que nos passar por belos chatos
assim desse jeitinho e em definitivo
as pessoas pertencem, querendo ou não ao mundo externo ao pensamento
(guias de suas próprias razões equivocadas)
como se houvesse ciência suprema que comprovasse a causa clínica do amor & seus estragos (este bisturi velho e enferrujado a cortar as córneas dos olhos do desejo)
que além de impertinentes, são irracionais em suas divisões de valores e tambores
sem traduzir nem dizer nada
buscando sempre o sentido das coisas,
sempre o sentido da coisa-verdade da coisa esquecida da raridade da coisa que é coisa alguma
as pessoas pensam demais e coisam de menos
esquecendo a simbiose perfeita entre momento e sentimento
buscar o sentido nas coisas nada mais é que procurar sentir as pessoas
sentir assim, como se para si
sentir só e tão completamente um clichê vertiginoso nos passando a perna:
'parassempre, Paraty...'
Caio Carmacho Escrito por Caio Carmacho às 20h20
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