Era preciso fazer alguma coisa pesquisar todas as malhas dos signos os mapas, os índicos até achar era preciso estudar atentamente os orixás a possibilidade de viajar tentar o mar era preciso escutar Keith Jarrett suavemente sem se afogar um som, um meio tom, um quadro na parede luz de neón, e abrir um verde escandaloso na parede paisagem que não se vê. Por que você? por que não qualquer um de nós que já tentamos tudo que nos drogamos profundamente conscientes perdidos no urbano da cidade os olhos úmidos, a sensibilidade de um nervo exposto, nos sentimos metade depois.
Quem sabe os astros, as ondas de energia, as coincidências os vôos interplanetários, uma idéia de resistência uma coisa meio Blade Runner em volta a gente de saco cheio de John Travolta tentando achar a porta de saída Nos vestimos de branco, tentamos escapar com alternativas, chás naturais, respostas no I Ching dança, poesia, artes marciais andróides, liberdade, ecologia músculos, danger, punk, micros, Nova York toda ideologia é sempre tão contraditória talvez a salvação viesse em naves espaciais atari, eletrochoque ou a própria loucura talvez saber chorar ajude muito.
Era preciso rever o lugar da emoção o sexo, essa coisa delirante escrever um relatório hite do avesso que falasse de telefonemas noturnos, insônia Metal pesado
Você devia ter se segurado em alguma coisa uma moda, um discurso, uma idéia de si mesma - uma paixão que fosse - qualquer coisa um mito, um guru, uma política uma revolução, uma mentira sei lá, alguma coisa pra se agarrar talvez uma amiga como ela um patamar alguma coisa antes de cair devagar pela janela.