NOUTRATEZ


cama e mesa

Eu quero ser sua canção, eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca, ser o seu batom
O sabonete que te alisa embaixo do chuveiro
A toalha que desliza no seu corpo inteiro
Eu quero ser seu travesseiro e ter a noite inteira
Pra te beijar durante o tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra no seu quarto adentro
Te acordar devagarinho, te fazer sorrir

Quero estar na maciez do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade desses seus segredos
Quero ser a coisa boa, liberada ou proibida
Tudo em sua vida

Eu quero que você me dê o que você quiser
Quero te dar tudo que um homem dá pra uma mulher
E além de todo esse carinho que você me faz
Fico imaginando coisas, quero sempre mais

Você é o doce que eu mais gosto
Meu café completo, a bebida preferida e o prato
predileto
Eu como e bebo do melhor e não tenho hora certa
De manhã, de tarde, à noite, não faço dieta

Esse amor que alimenta minha fantasia
É meu sonho, minha festa, é minha alegria
A comida mais gostosa, o perfume e a bebida
Tudo em minha vida

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe, o que dá e recebe

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida, na justa medida

O homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe, o que dá e recebe

Mas o homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe, o que dá e recebe

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida, na justa medida

 

tremendão et robertone



Escrito por Caio Carmacho às 22h37
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indicativo

a gente gasta a vida para
descobrir a vida perdido no
que foi investido no que tá
por vir muito esquecido de
estar a ser


leandro de paula



Escrito por Caio Carmacho às 18h10
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sem razão

castelos de cartas marcadas
máscaras sobrepostas
caindo no chão
e aquela sensação de
confinamento

tédio

pra quê? por que

tpm abala o mais bonito
do ser?

 

caio carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 14h47
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ás de colete

carlito azevedo, chacal, bruna beber, marília garcia e angélica freitas



Escrito por Caio Carmacho às 14h33
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no nosso último jantar
sentamos à mesa e comemos em silêncio (o próprio)
bebemos vinho e não brindamos
só se brinda quando existem planos
naquela noite, naquela mesa
nosso último jantar era a única certeza
alguém que porventura bisbilhotasse nossa janela
veria talheres e copos flutuando sobre as velas
no nosso último jantar
sentamos à mesa e comemos transparentes
alguém que por ventura bisbilhotasse nossa janela
veria a comida sendo digerida dentro da gente
no nosso último jantar
sentamos à mesa e carcomemo-nos
alguém que por ventura bisbilhotasse nossa janela
nos veria por muito pouco tempo

 

michel melamed



Escrito por Caio Carmacho às 14h24
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storyboard amoroso

 

quadro 1 (fade in):

tento beijá-la pela terceira vez. novamente, me vira a cara. alega náusea/enjôo enquanto as fumacinhas dominam o ambiente.

- a trilha aumenta: vultos se movimentam entre mil luzes, vagalumes tremeluzentes -


quadro 2 (plano-close):

aperto forte as chaves do apartamento, como se fossem mãos magras, brancas. leve momento de loucura, ternura, talvez masoquismo febril. penso com pesar no porteiro que deve estar dormindo ou se masturbando enquanto me vê extasiado pela câmera. suo horrores (todo gordo chora com o corpo)


quadro 3 (final/fade out):

deitado, deliro e reflito acerca do propósito da minha vida. se eu fosse bancário ou motorista de ônibus, talvez tivesse mais utilidade na sociedade. mas perdoem quando digo que não posso; não, não, não obrigado. amo demais para achar que as coisas à minha volta não podem ser mudadas.

por isso fico admirando as fagulhas e pequenas labaredas do lixo indo embora. por isso deixo queimar cada folha da minha história. por isso cada poema despropositado é uma deusa dançando no terreiro da redenção.

- plano geral: um sinalizador sumindo no mar -

 

caio carmacho



Escrito por Caio Carmacho às 08h47
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