a música vigora do contrato entre o homem e o Silêncio. mais do que som ausente, as pausas são empréstimos daquilo que se ouvia no prelúdio do Gênesis, nos ensaios da Criação de um universo em estéreo.
da musical quietude se coleta que também o homem se compõe do que tem e do que perde.
cada tijolo não cimentado é parte constante da obra. cada rumo preterido está no mapa de um percurso.
nada, enfim, mais incompleto do que um homem sem perdas.
Quando fico de pau duro Sinto-me Deus Não Deus como Zeus no Olimpo Deus como Jesus Como o homem no garimpo ao achar a maior pepita Como o médico que o cardíaco ressuscita Sinto-me Deus Sinto-me forte Sinto o poder Toda a grandeza de ser de um povo Sinto-me um ovo fecundado Como um viado ao dar o rabo Sinto-me alado Sinto-me sábio Sinto-me luz cuspida de meus lábios Sinto a explosão dos teus Quando me coloco Deus No meio de tuas pernas
os meses têm pressa pra atacar com graça nossa saúde frágil caixa de cartas perdidas na mudança das intenções as melhores respostas chegam com as portas fechadas
oito ou dez estragos diferentes e irreparáveis : cicatrizes corais ouriços e outros objetos nada objetivos pontiagudos
os critérios se somam e se dilatam nessa distância profunda pressão nos tímpanos
penso que não existe tempo penso tenso pouco mas penso no preço do oxigênio que é caro como as visões acima da raridade
quanto mais halo, menos superfície super ficial, menos eu mais origem, mais início mais fértil mais isso que acredito vir de fora com excessiva força e excessiva beleza e ser você
no sentimento mais absoluto de consagração arrebatamento & fôlego
tal marola planejada tal ressaca )
revisito assombrado todo um passado ilustrado qual londres emoldurada
antes de dar luz e boas-vindas ao sempre novo embrião da minha modernidade