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corcel realeza
o coração do entregador de gelo atravessando as travessas em sua bicicleta de carga e isopor
num trotar de cavalo proletário galgando novas rotas costurando pipas e rabiolas em meio a sorrisos amarelados
desenfreado, o coração do entregador de gelo não é sólido como se imagina
porque bóia eventualmente no sonho do consórcio de sua primeira moto
kawasaki ninja
caio carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 11h43
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tacape
vou tentar amá-la como se fosse voltar vou acordar nuzinho com vontade de chorar e isso é ameaça de quem pensa em você desde que nasceu
mas o tempo passa e eu afundei na lingerie
oh, oh, um navio cheio de loiras oh, oh, como eu gosto de lutar
e então numa canção vou fazer jamming no altar e até nos helicópteros há essa vontade de voltar pro tacape imenso para a caça ou para o mar vou pescar sua alma e lutar
dentro da armadura do cavalo na ilusão sentada em seda pura dá vontade de matar
só por seu amor esqueço às vezes de Deus que rola em sua cama e se apóia com vagar
oh, oh, um navio cheio de loiras oh, oh, que vontade de matar
ele joga-me sua lança pro meu medo dissipar sinto que romper a carne é até mais fácil que nadar mas o beijo quente explode meu sonhar
e acordo em casa às voltas com você
Escrito por Caio Carmacho às 16h47
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café
estou pagando, quero a xícara cheia. faltam dois dedos, não tenho pressa.
nada de gorjetas, lamento. dei àquela homeless a última moeda.
sei bem do risco que corro à mercê dos incompetentes.
quero um café vivo.
não se aprende a servir. em verdade, basta concentrar-se:
a emoção precede o serviço.
fabio weintraub
Escrito por Caio Carmacho às 01h08
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Naquela mesa 
Naquela mesa ele sentava sempre E me dizia sempre o que é viver melhor,
Naquela mesa ele contava estórias Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente e contava contente O que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto Uma mesa no canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala E hoje ninguém mais fala no seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele Tá doendo em mim sérgio bittencourt
Escrito por Caio Carmacho às 00h57
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que deus sempre me permita
ter olhos fechados para o beijo
e abertos para a vida
filipe couto
Escrito por Caio Carmacho às 22h24
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espinafre
senso crítico vem de berço como o drama familiar que se inicia com o verde no prato
a criança aos prantos e a mãe do lado
- engole o choro fdp que você ainda vai botar a boca em lugar pior, porra
mãe, mãe a gente só tem uma, né
caio carmacho
Escrito por Caio Carmacho às 02h50
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